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Correio Braziliense

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Análise da notícia: Temer perdeu o tempo de bola

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postado em 25/11/2016 11:25 / atualizado em 25/11/2016 11:49

Leonardo Cavalcanti /

Um dos piores defeitos de uma autoridade é não ter tempo de bola. O presidente Michel Temer demorou mais do que devia no caso da demissão do agora ex-ministro Geddel Vieira Lima. Desde o primeiro momento, o baiano deveria ter sido escanteado dos atos do Planalto, pois misturou de uma forma pouco apropriada para qualquer governo interesses particulares com os do público, no caso o eleitor. Ao demorar a tirar Geddel de cena, Temer acabou se complicando, e agora, mesmo com a saída do subordinado, a crise política de um governo recém-empossado tomou um corpo maior do que podia.

A própria nota à imprensa distribuída na noite de ontem, depois da divulgação de trechos do depoimento do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, acabou se mostrando um erro, pois Temer admite que tratou sobre o tema por duas vezes “para tentar solucionar impasse na sua equipe e evitar conflitos entre os seus ministros de Estado”. O problema é que Temer, neste caso, não podia ser árbitro, pois o interesse de Geddel era claramente particular, enquanto o de Calero — por mais que o Planalto aponte disposição eleitoral — era público, em defesa de um órgão, o Iphan. Às cenas dos próximos capítulos.

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