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Com saída de Geddel, instabilidade embaralha mais o jogo na Câmara

Na avaliação de interlocutores do Planalto, a depender da solução que o presidente Michel Temer encontrar para o comando da articulação política, a união ou a divisão dos parlamentares que sustentam o governo pode aumentar

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postado em 28/11/2016 09:06

Julia Chaib

Ed Alves/CB/D.A Press - 13//16 - Evaristo Sa/AFP - 6/4/16

A saída de Geddel Vieira Lima da Secretaria de Governo embaralhou o jogo não apenas em relação à parte do tabuleiro de quem conduzirá diretamente a base na votação de medidas importantes no Congresso. O pedido de demissão do ex-ministro, alvo de acusações de tráfico de influência pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero pode interferir nas peças em disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, em fevereiro do ano que vem. Na avaliação de interlocutores do Planalto, a depender da solução que o presidente Michel Temer encontrar para o comando da articulação política, a união ou a divisão dos parlamentares que sustentam o governo pode aumentar.

 

Já há na disputa pela principal cadeira da Câmara pelo menos cinco nomes da base. Um deles é justamente o do atual comandante, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que busca uma brecha que permita a candidatura. O artigo 57 da Constituição e o artigo 5º do regimento interno vedam a reeleição do presidente da Casa e de membros da Mesa Diretora no meio de uma mesma legislatura. Maia usa o argumento de que ocupa um mandato tampão, de apenas seis meses, eleito para preencher o lugar deixado pelo deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou, por isso não se enquadraria. Nomes do centrão, grupo informal de 13 partidos pequenos e médios, se opõem à candidatura, o que provoca um racha na base. Ministros do Planalto têm sido enfáticos ao dizer que não se envolverão na disputa.

 

Do outro lado, o centrão buscará um nome consensual. Na próxima quinta-feira, o grupo se reunirá. Na ocasião, cada partido colocará o candidato que quer na concorrência para tentar chegar a um único nome. “A presidência da Câmara vai afunilar. Daqui a pouco, vão ter dois ou três candidatos. Vai depender de algumas dúvidas. O presidente Maia vai conseguir ou não transpor a barreira constitucional?”, questiona o líder do PSD, Rogério Rosso (DF). O deputado é um dos pré-candidatos pelo centrão e também é mencionado por assessores palacianos como um dos nomes cotados por Temer para assumir a Secretaria de Governo.

 

Assim como Rosso, outros pré-candidatos à presidência foram mencionados na bolsa de apostas de interlocutores palacianos. Outro pré-candidato do centrão, o líder do PTB, Jovair Arantes (GO), já afirmou diversas vezes ser contra uma eventual candidatura de Maia. Na avaliação de aliados de Temer, colocar uma dessas peças no Planalto pode ajudar a arrefecer a disputa na Câmara. O mesmo pode ocorrer caso o presidente leve ao Planalto o correligionário Baleia Rossi (PMDB-SP), líder da bancada na Câmara. Junto a 20 deputados, Baleia forma um grupo mais independente do PMDB que pode vir a lançar um candidato próprio e embaralhar ainda mais o jogo. Nesse caso, o PMDB é o próprio rival do Planalto.

 

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