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Polícia Federal envia áudios de Calero à Procuradoria Geral da República

Palácio do Planalto avalia que transcrição de conversa com Temer é protocolar, como já antecipara o ex-ministro

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postado em 30/11/2016 06:00

Julia Chaib

Em meio à pior crise dos seis meses de governo do presidente Michel Temer, o Supremo Tribunal Federal (STF) deverá encaminhar nesta semana à Procuradoria Geral da República (PGR) áudios e transcrições de conversas do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero com integrantes do Palácio do Planalto. Em transcrições divulgadas ontem, Calero conversa com Temer e com o secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha. A Polícia Federal encaminhou as mídias na noite de segunda-feira. A PGR decidirá se pede ou não abertura de inquérito contra Temer, o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima. O secretário-executivo do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), Moreira Franco, classificou como uma “espetacularização” o clima em torno de denúncias de tráfico de influência feitas por Calero.

Interlocutores do Planalto, porém, estão apreensivos com o conteúdo das gravações. Calero deixou o Ministério no último dia 18, acusando Geddel de tê-lo pressionado para conseguir uma liberação junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para construir o empreendimento La Vue Ladeira da Barra, em Salvador.  Acrescentou à PF que o próprio Temer endossou a pressão. Geddel pediu demissão na última sexta-feira, para tentar estancar a crise. No único áudio que diz ter feito com Temer, Calero confirma o pedido de demissão. Segundo a transcrição, revelada pela Globonews, o presidente aceita o pedido e se desculpa “pela insistência” usada por ele no dia anterior para o ex-ministro ficar no cargo.

Em outro áudio, Calero conversa com Gustavo Rocha. O secretário de assuntos jurídicos diz que enviará “parecer” sobre o caso para ser encaminhado à Advocacia Geral da União (AGU). “É, e o que ele (o presidente) me falou pra... pra falar era, ‘Veja se ele encaminha, e num precisa fazer nada, encaminha pra AGU’”, diz Rocha. Em nota divulgada ontem, Rocha afirma que disse que iria “encaminhar recurso ao Iphan, de autoria de outro advogado, que fora deixado equivocadamente em meu gabinete”.
 
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