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Juiz libera três últimos alvos da Carne Fraca; fiscal negocia delação

Neste domingo, 26, o delegado da Polícia Federal Maurício Moscardi Grillo enviou oficiou ao juiz comunicando o fim da necessidade de detenção dos alvos

Agência Estado
postado em 26/03/2017 21:12
O juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da 14; Vara Federal, em Curitiba, mandou soltar neste domingo os três últimos três presos temporários, alvos da Operação Carne Fraca, que apura corrupção envolvendo fiscais do Ministério da Agricultura e empresas do setor de carnes e processados, entre elas unidades dos grupos BRF e JBS.

Ao todo, 37 pessoas foram presas na Carne Fraca, deflagrada no dia 17. Do total, 11 com temporária, quando a detenção vale por 5 dias, prorrogáveis por mais 5. Na terça-feira, 21, o magistrado mandou soltar 8 dos alvos que estavam nesta condição e prorrogou por mais cinco dias a ordem de reclusão contra Rafael Nojiri Gonçalves, Antonio Garcez Junior e Brandizio Dario Junior.

Neste domingo, 26, o delegado da Polícia Federal Maurício Moscardi Grillo enviou oficiou ao juiz comunicando o fim da necessidade de detenção dos alvos.

"As diligências preliminares que justificavam a medida de prisão temporária dos investigados estão cessadas. Desta forma, esta autoridade policial, neste instante da investigação, não se opõe pela liberação dos presos temporários", escreveu o delegado, em despacho.

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[SAIBAMAIS]Além de Rafael, a mulher do ex-superintendente, Alice Mitico Nojiri Gonçalves, e a filha Laís Nojiri Gonçalves também são investigadas. A Polícia Federal afirma, na Carne Fraca, que ;a esposa e filhos de Daniel sempre prestaram-lhe auxílio em suas atividades criminosas, das mais diversas formas;.

"(A família) tem conhecimento da sua atividade criminosa paralela à sua atuação da Superintendência, apoiando-a e dela participando ativamente, aproveitando a todos os frutos dos delitos que estariam sendo cometidos pelo patriarca", aponta a PF.

"Daniel é pessoa de grande poder e influência no âmbito da Superintendência, mantendo contato direto com parlamentares, seus assessores, e com diversos empresários do ramo agropecuário "

Segundo a Carne Fraca, como Superintendente Regional, Daniel Gonçalves ;se revelou como o líder da organização criminosa que contamina a Superintendência Federal da Agricultura, no Paraná, comandando e reverenciando a atuação corrupta dos também ficais e/ou subordinados seus;.

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