SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Jucá coordenava negociações com PMDB no Senado, segundo Odebrecht

Odebrecht ainda detalhou à Procuradoria-Geral da República a estrutura de arrecadação do PMDB

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 12/04/2017 19:05

Segundo o empreiteiro Marcelo Odebrecht, o senador Romero Jucá (PMDB) teria sido o contato da Odebrecht com o partido no Senado. Ele teria sido comunicado disso por Cláudio Melo Filho, executivo da empreiteira e o responsável pela relação da Odebrecht com o Congresso. “O que a gente sabe, que o Cláudio sempre dizia para a gente é que no Senado a pessoa que ele sempre se referia era o Jucá. O Jucá quem coordenava o PMDB no Senado. O que Cláudio falava para a gente era que todos os interesses financeiros da campanha do Renan, do Eunício, todo resto do PMDB, eram coordenados pelo Jucá”, afirmou em delação.
 

Odebrecht ainda detalhou à Procuradoria-Geral da República a estrutura de arrecadação do PMDB, mas relata que não se envolvia diretamente nas negociações. De acordo com o empreiteiro, a relação da empresa com o partido e seus principais caciques no Congresso se dava por meio de Claudio Melo. “Todas as reuniões tanto comigo quanto com os outros eram bem protocolares. Eu nunca tive nenhuma reunião com eles que não fosse protocolar”, afirma.

O ex-secretário da Presidência Geddel Vieira Lima (PMDB) foi apontado por Odebrecht como “um cara que briga pela gente”. “Qualquer coisa que você pede lá, Geddel vai, se desgasta, faz e acontece”, explicou.

Além disso, “na Câmara tinha a questão do Eliseu Padilha que coordenava um grupo, mas era um pouco mais difuso”, segundo Odebrecht. O delator afirma que a exceção era o deputado Eduardo Cunha, que não tinha relação tão forte com Melo. Cunha teria se comunicado com vários empresários.

Marcelo Odebrecht foi preso em junho de 2015.

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.