Moro negou à defesa de Palocci depoimento sem filmagem

Ele teria gerido uma "conta corrente" paralela que chegou a ter crédito de R$ 200 milhões de dinheiro não contabilizado para uso nas campanhas do PT

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postado em 20/04/2017 14:17 / atualizado em 20/04/2017 14:58

O juiz federal Sérgio Moro, dos processos da Operação Lava-Jato, em primeira instância, em Curitiba, negou o benefício de uma audiência sem imagens do réu ao ex-ministro Antonio Palocci, ouvido nesta quinta-feira (20/4). Ele é acusado em ação penal pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, como principal interlocutor do PT e do governo federal com o cartel de empreiteiras que desviou mais de R$ 40 bilhões da Petrobras, entre 2004 e 2014.

No início da audiência, o criminalista José Roberto Batochio, que defende Palocci, pediu ao juiz. "Excelência, poderia esse interrogatório ser realizado sem imagem?"
 

Moro negou. "Doutor, eu tenho reservado esse benefício apenas aqueles que têm feito a colaboração, então não tem uma base legal", respondeu o magistrado.

Palocci é um dos principais delatados na mega colaboração da Odebrecht, fechada com a força-tarefa da Lava-Jato. Sob o codinome "Italiano" ele teria gerido uma "conta corrente" paralela que chegou a ter crédito de R$ 200 milhões de dinheiro não contabilizado para uso nas campanhas do PT.

Possível candidato a delator, Palocci está preso, em Curitiba, desde setembro de 2016, é réu em duas ações penais abertas pelo juiz Sérgio Moro - na outra, ainda em fase inicial, o principal réu é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Palocci pediu para fazer uma breve contextualização dos episódios em que foi acusado pelo Ministério Público Federal, no início da audiência, e Moro pediu que ele a fizesse ao final do depoimento. Este processo trata do pagamento de propinas para o marqueteiro do PT João Santana, pela Odebrecht. Santana é o mais novo delator da Lava-Jato.

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