Cerca de 1.500 pessoas protestam contra Temer na Esplanada dos Ministérios

Participam do protesto integrantes de vários movimentos sindicais, que pedem a saída de Temer do poder

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postado em 18/05/2017 17:45 / atualizado em 18/05/2017 19:55

Carlos Vieira/CB/DA Press
 
Diante do pronunciamento do presidente Michel Temer, garantindo que não renunciará ao cargo de chefe o Executivo nacional, um grupo de manifestantes se reúne na Esplanada dos Ministério, nesta quinta-feira (18/5). Após se reunirem na Rodoviária do Plano Piloto, eles ocupam todas as faixas do Eixo Monumental e marcham em direção ao Palácio do Planalto. Segundo a Polícia Militar, já são, pelo menos, 1,5 mil pessoas. 

 
Ao chegar na Praça dos Três Poderes, os manifestantes encontraram um grupo que apoia a volta da ditadura militar. Houve início de conflito, mas policiais separaram. No momento, chove no local, mas os participantes do ato não ameaçam ir embora e permanecem com cantos e gritos, alguns soltam fogos. De acordo com a PM, não há registros de ocorrências.  

Participam do protesto jovens de diversos movimentos sindicais, entre eles a União Nacional dos Estudantes (UNE), Juventude do PCdoB, União da Juventude Comunista, representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Juventude Anticapitalista. 
 
Uma das coordenadoras do Movimento Juntos, Natália Frizani acredita que esse é o momento da juventude tomar as ruas. "Somente ocupando as ruas que vamos alcançar vitórias. Nós acreditamos que o governo Temer já acabou. Ele já tinha históricos de outras denúncias e agora com mais essa torna a presença dele ilegítima. Como jovens, acreditamos que o povo tem que participar da escolha de um novo presidente. Temos que tirar os corruptos do poder", bradou. Eles gritam: "Diretas Já, Fora Temer", "Fora Temer", "Golpista", dentre outros cantos.
 
O coordenador do Movimento Indígena do Sul do Brasil, cacique Luís Salvador, explica que além de pedir a retirada do presidente Michell Temer, o movimento busca a garantia dos direito indígenas do Brasil. "Queremos sensibilizar os deputados para a nossa situação. Estamos sem garantia de espaço atual. Gostaríamos que a população entendesse que as riquezas do povo indigena são naturais. Uma delas é a água,  com a garantia das nossas terras é certa a preservação". 
 
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Horst
Horst - 18 de Maio às 18:19
Só um apelo: não quebrem nem incendeiem os ônibus, por favor! O protesto de vocês é o mesmo meu e de todos os brasileiros de bem, mas muitos de nós dependemos do transporte coletivo para voltarmos do trabalho para casa ou fazermos outros deslocamentos.