Delator diz ser impossível separar Dilma de Temer na chapa de 2014

Em relação ao vice da chapa, hoje presidente Michel Temer, Saud destaca um descontentamento sobre o fato de o PT não ter repassado dinheiro a ele logo no início

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postado em 19/05/2017 16:43

Evaristo Sá/AFP
 
Durante depoimento em delação premiada, o diretor de Relações Institucionais da Holding J&F, Ricardo Saud, homem de confiança de Joesley e Wesley Batista, que operava as propinas da empresa, afirma que só para o Partido dos Trabalhadores (PT) na campanha de 2014, foram pagos de forma ilegal cerca de R$ 350 milhões. A quantia teria sido usada, inclusive, para compra de apoio de partidos com o obejetivo de “fortalecer a coligação”.
 

Em relação ao vice da chapa, hoje presidente Michel Temer, Saud destaca um descontentamento sobre o fato de o PT não ter repassado dinheiro a ele logo no início. “E quando foi o pagamento dele, que nós vamos chegar aqui, que o PT não liberava dinheiro para ele, não liberava e ele brigando por esse dinheiro. Ele pegou e conseguiu R$ 15 milhões com o PT”, afirma.
 
Saud também faz questão de ressaltar na delação que não há possibilidade de separação da chapa Dilma-Temer, conforme alguns defendem que seja feito no julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Quero deixar bem claro que nunca foi sozinha a campanha da Dilma. Sempre foi Dilma e Temer, Dilma e Temer. Até que a minha proximidade era muito maior com o Temer do que com a Dilma. Então, quase tudo que eu fazia, não traindo o PT nem nada, mas eu levava ao conhecimento do presidente Temer”, diz.
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