Empresário da JBS diz que Aécio recebeu mais de R$ 80 milhões para campanha

Saud explica em detalhes como foi a negociação de Joesley Batista, um dos donos da JBS e também delator, com o senador mineiro

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Andressa Anholete/AFP
Em depoimento ao Ministério Público Federal, o diretor de Relações Institucionais da JBS, Ricardo Saud, disse que o grupo pagou mais de R$ 80 milhões para a campanha do senador Aécio Neves. “Ele estava com dívidas e com terceiros e doamos R$ 80 milhões para a campanha, mas depois ele continuou pedindo. Achou que tínhamos algum compromisso com ele”, contou durante delação.
 

Saud explica em detalhes como foi a negociação de Joesley Batista, um dos donos da JBS e também delator, com o senador mineiro. Segundo Saud, com a insistência do político, o dono da JBS, aceitou pagar R$ 2 milhões em quatro parcelas de R$ 500 mil.O valor teria sido solicitado pelo senador para pagar advogados.

O primeiro pagamento foi feito em 5 de abril. O primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, ex diretor da Companhia Energética de Minas (Cemig), foi o encarregado de pegar o pagamento na sede da JBS em São Paulo. “Ele pegou um táxi de São Paulo para Belo Horizonte, um táxi que trabalha com ele há anos. Veio de avião e voltou de táxi. Era uma mochila preta. Essa foi a primeira parcela, combinamos dele ir na próxima quarta”, contou. A negociação desse pagamento ocorreu diretamente entre Aécio e Joesley, que gravou a conversa e entregou os áudios ao MPF.

Durante a delação, Saud ainda contou que Lúcio Funaro operava para Eduardo Cunha, assim como “Altair”, homem de confiança para receber remessas em dinheiro. “Nós continuamos pagando Cunha, em abril foi a última parcela”, conta Saud, sobre o ex-parlamentar, preso desde outubro de 2016.
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