Polícia Federal encontra evidências que ligam Temer ao coronel João Batista

Temer é alvo de investigação da PGR, aberta na semana passada, decorrente da delação premiada dos donos do Grupo J&F

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postado em 03/06/2017 08:00 / atualizado em 03/06/2017 11:00

Minervino Junior/CB/D.A Press


A Polícia Federal apreendeu, nas buscas feitas na empresa Argeplan Arquitetura e Engenharia, que pertence a João Baptista Lima Filho, amigo e ex-assessor de Michel Temer, documentos de um projeto de reforma de um imóvel, em São Paulo, com o nome de uma das filhas do presidente, Maristela Temer.


“Caixa de arquivo azul com documentos referentes a um projeto de reforma de imóvel c/ nome Maristela Temer, na Rua Silva Celeste de Campos, 343, Alto de Pinheiros/SP”, registra o item 7 do auto de apreensão da Operação Patmos, desdobramento da Lava Jato, deflagrada no dia 18, que tem como alvo Temer, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG).

São dois itens relacionados ao “projeto de reforma” e ao nome “Maristela Temer”, localizados na sala de arquitetura da empresa. “Saco plástico contendo pasta suspensa com edital de concorrência p/ serviço de construção recibo de pagamento em nome de Maristela de Toledo Temer Julia e Projeto de Reforma”, lista o item 10.

A página do site Street View Google na internet registra uma foto de 2014 do endereço. No local, há um imóvel em obra de dois andares. A assessoria de imprensa da Presidência da República confirmou que a casa foi comprada pela filha de Temer e que ela reformaria o imóvel, por isso buscou a Argeplan. Mas que acabou executando a reforma com outro prestador de serviço e pagou com recursos próprios.

Temer é alvo de investigação da PGR, aberta na semana passada, por ordem do ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF, decorrente da delação premiada dos donos do Grupo J&F — controlador da JBS.

As buscas na Rua Juataba, número, 68, na Vila Madalena, em São Paulo, sede da Argeplan, tinham como alvo o amigo do presidente. Coronel reformado da Polícia Militar, João Baptista é sócio da empresa. O endereço foi apontado pelos delatores da J&F como local de entrega de uma caixa com R$ 1 milhão de propina, em dinheiro vivo, em 2014 para uma pessoa indicada pelo presidente Temer conhecida como “coronel”.

A assessoria da Presidência informou que João Baptista “cuidava do gerenciamento das campanhas de Temer desde os anos de 1980, sendo natural que tivesse cópias de documentos das disputas anteriores”. O presidente nega qualquer recebimento de valores ilícitos.
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Antonio
Antonio - 06 de Junho às 21:35
Mais de 95% da população brasileira quer ver o senhor Michel Temer na cadeia. Ah, proteja os seus bens antes que ele vá para o presídio da Papuda.