TSE: Análise da validade de depoimentos da Odebrecht fica para quarta

As defesas tanto do presidente Temer quanto da ex-presidente Dilma defendem que esses depoimentos não sejam levados em consideração

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postado em 06/06/2017 22:30 / atualizado em 06/06/2017 22:37

Minervino Junior/CB/D.A Press
 
 
O julgamento do pedido de cassação da chapa Dilma-Temer por abuso de poder econômico foi encerrado a pouco e será retomado na quarta-feira (7/6) com a mais polêmica das preliminares: a validade ou não dos depoimentos prestados pelos ex-diretores da Odebrecht, Marcelo Odebrecht e Claudio Melo Filho, além dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura. 
 

As defesas tanto do presidente Temer quanto da ex-presidente Dilma defendem que esses depoimentos não sejam levados em consideração, alegando que eles não fazem parte do processo original.

Segundo o advogado do presidente Temer, Gustavo Guedes, no caso de Marcelo Odebrecht e Claudio de Melo Filho, a situação é ainda mais grave porque as oitivas deles não foram solicitadas por nenhuma das partes: "Eles foram ouvidos por uma decisão do relator Herman Benjamin a partir do vazamento das delações dos executivos ao Ministério Público Federal". No caso do casal de marqueteiros, eles foram convocados a pedido do procurador geral eleitoral Nicolao Dino.
 
Guedes acredita que o primeiro dia de julgamento foi técnico e tranquilo e mantém a confiança na absolvição do presidente Temer. "Mas é algo que permanece imprevisível. Trabalhamos com expectativas de posições anteriores, mas qualquer um que der placar agora está equivocado pois não houve antecipação de votos dos juízes".

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