TSE rejeita pedido do MP para impedimento do ministro Admar Gonzaga

Procurador Nicolao Dino justificou que o magistrado atuou como advogado de Dilma Rousseff em 2010. Solicitação foi negada por unanimidade

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postado em 09/06/2017 15:47 / atualizado em 09/06/2017 16:02

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou por unanimidade, pedido do vice-procurador-geral Eleitoral, Nicolao Dino, para que o ministro Admar Gonzaga fosse declarado impedido de votar no processo de cassação da chapa Dilma-Temer. O magistrado foi advogou para a ex-presidente Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral de 2010. O presidente da Corte, Gilmar Mendes, demonstrou profunda irritação com a solicitação do procurador. 

Conforme Mendes, a questão deveria ter sido levantada no início do julgamento e não durante o terceiro dia de sessão. “Rejeito liminarmente o pedido e acho que o Ministério Público tem que se pautar pelo princípio da lealdade processual. É preciso que o MP assuma seu papel. Não se pode agir coagindo o tribunal”, esbravejou. 

Dino respondeu em seguida e afirmou que nunca foi desrespeitoso. “Nunca faltei com consideração e respeito com tribunal. Sempre me apoiei no princípio da lealdade processual”, retrucou o membro do Ministério Público. Após o embate, o julgamento de cassação da chapa Dilma-Temer foi suspenso por cinco minutos após o ministro Napoleão Nunes protestar contra a divulgação de que seu filho tentou entrar no plenário vestido de maneira inadequada. Além disso, ele criticou vazamento de informação de que teria atuado em favor a AOS. 

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