Antes de voto, ministro Napoleão Nunes faz críticas à mídia e sobre delação

Ele criticou o momento em que o filho dele foi barrado na porta do plenário, por não estar de terno e gravata. Também criticou citações na mídia de que foi citado em delações da OAS e da JBS

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postado em 09/06/2017 16:14 / atualizado em 09/06/2017 16:21

Luis Nova/Esp. CB/D.A Press

 
Antes de proferir seu voto, o ministro Napoleão Nunes fez um ataque indignado à imprensa, citando diversos fatos, desde a barração do filho dele, na manhã de hoje, por não estar com terno e gravata para entrar no plenário do Tribunal Superior Eleitoral, como outras que o envolveram em delações da JBS e da OAS.

Na manhã de hoje, o filho de Napoleão tentou entrar no plenário e foi, nas palavras do próprio ministro, “foi acertadamente barrado”. “Ele veio me entregar a foto da filha dele, que faz três anos, e nem eu, nem ele, poderemos estar em Fortaleza”. O ministro reclamou que, em seguida, “um site, altamente requisitado: homem misterioso tenta entrar com envelope para entregar a ministro. Isso foi feito de maneira perversa, maliciosa, por embutir juízo de valor”, protestou Napoleão.

Em seguida, ele reclamou que outros veículos disseram que ele fora citado em delações da OAS e da JBS, com supostas ações para beneficiar as empresas. “Procurei todas as ações envolvendo a OAS e descobri que, em todas elas, neguei os recursos pedidos pela empresa”.

No caso da JBS, Napoleão afirmou quem um delator, “infrator confesso”, envolveu o nome dele, alegando que ele teria tentado interceder em um processo para alterar uma decisão contrária à empresa. “É uma mentira deslavada, completa, cínica e sem vergonha”, irritou-se o ministro.
                
Os ataques continuaram. “Se isso não terminar, o final não será bom. Todos estamos ao alcance dessas pessoas, que publicam o que quiserem. Que a ira do profeta recaia sobre os corruptos”, completou. O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, deu razão ao colega. “O senhor está coberto de razão. Esses vazamentos sabemos de onde vêm e isso tem de terminar”. E decidiu suspender a sessão por cinco minutos, o que surpreendeu Napoleão. “Vai suspender por causa de mim”?

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