Fux vota a favor da cassação da chapa Dilma-Temer

O ministro destacou o caráter histórico do julgamento

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postado em 09/06/2017 19:26 / atualizado em 09/06/2017 19:36

O ministro Luiz Fux acompanhou o relator Herman Benjamin e defendeu a cassação da chapa Dilma-Temer. Alegou que existem provas inequívocas de abuso de poder econômico e pagamento de propinas para financiar campanhas eleitorais. E moeu o argumento de outros ministros de que as delações da Odebrecht não deveriam ser levadas em conta no processo. “O Direito não pode servir de proteção às práticas das iniquidades”.
 
 
Fux prosseguiu, levando em contas todas as oitivas tomadas pós-março, consideradas ilícitas pela maioria do colegiado. “Ouvimos aqui os fatos, são gravíssimos, insuportáveis”, declarou. Fux lembrou que é magistrado desde 1982 e lançou um questionamento aos seus pares. “Será que um magistrado que for julgar a causa agora, como esse conjunto de quadro sem retoques de ilegalidades, vai se sentir à vontade para usar o instrumento processual e negar a realidade? Eu não teria paz se não pudesse enfrentar esses fatos”, cravou.
 
Fux admitiu que fazer justiça não é algo fácil. Destacou que o Tribunal enfrentou uma votação histórica, em um prazo bastante razoável e culminado com um voto belíssimo do relator. “Hoje vivemos um verdadeiro pesadelo. A sociedade vive um pesadelo pelo descrédito das instituições”, afirmou.
  
Segundo o ministro, citando diversos depoimentos de ex-executivos da Odebrecht, “fatos novos vieram à lume, mostrando que houve financiamento ilícito e abuso de poder econômico. E concluiu: “Direito e realidade não podem ser apartados na hora da decisão final”.
 
Tags: dilma temer tse
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