Governo alinha estratégia para recusar denúncia da PGR e votar reforma

Ainda em cima do muro, apesar da sinalização de que manterá o apoio ao governo, o PSDB deve votar em peso pelas reformas

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postado em 14/06/2017 14:30

O governo federal e a base aliada no Congresso Nacional estão traçando uma estratégia para votar a reforma da Previdência e barrar uma eventual denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer. É o que afirmou nesta quarta-feira (14/6) o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), vice-líder da bancada do partido na Câmara, no Palácio do Planalto.

 
Após a reunião com os governadores na noite de terça, em que o governo prometeu renegociar dívidas dos estados com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em troca de apoio para a aprovação das reformas, a estratégia do governo é alinhar os próximos passos para vencer as novas “batalhas” políticas. “Chegando a denúncia (da PGR contra Temer), vamos voltar nossas atenções para rapidamente recusá-la”, afirmou Marun.
 
O deputado, no entanto, não descarta que a reforma da Previdência seja colocada em votação antes do recesso parlamentar, que se inicia em 18 de julho. “O que não podemos fazer é ficar esperando (a denúncia). O Parlamento pautado por um eventual desejo da PGR de denunciar o presidente é uma situação que não podemos nos conformar. Por isso o PMDB está aqui. Estamos dispostos e prontos para avançar em busca de votos para que as reformas sejam aprovadas”, declarou.
 
Ainda em cima do muro, apesar da sinalização de que manterá o apoio ao governo, o PSDB deve votar em peso pelas reformas. É o que afirma Marun. “Contamos com praticamente a totalidade de votos, tendo em vista que o discurso peesedebista de que o compromisso deles com as reformas é até maior do que o compromisso deles com o governo”, disse, assumindo, no entanto, que a base governista e Temer desejam estreitar os dois compromissos.
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