Cunha diz que se reuniu com Lula e Joesley para discutir impeachment

Cunha disse ainda que "repudia com veemência as acusações" e desafia Joesley a comprová-las

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postado em 20/06/2017 08:40

EVARISTO SA/AFP
O deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se defendeu nessa segunda-feira (19/6), das acusações que Joesley Batista, dono da JBS, fez em entrevista à revista Época, do fim de semana passado. Em carta redigida de próprio punho na cadeia em Curitiba, Cunha citou um encontro entre ele, Joesley e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no ano passado, para desmentir o empresário. Joesley disse ter encontrado Lula em duas ocasiões: uma em 2006 e outra em 2013.

"Ele (Joesley Batista) fala que só se encontrou o ex-presidente Lula por duas vezes em 2006 e em 2013. Mentira! Ele apenas se esqueceu que promoveu um encontro que durou horas no dia 26 de março de 2016, Sábado de Aleluia (anterior à Páscoa) na sua residência, entre mim, ele e Lula, a pedido de Lula, para discutir o processo de impeachment (de Dilma Rousseff)", disse, em carta. Cunha afirmou que, no encontro, pôde "constatar a relação entre eles e os constantes encontros que mantinham". Segundo o ex-presidente da Câmara, sua versão pode ser comprovada com o testemunho dos agentes de segurança da Casa, que o acompanharam, além da locação de veículos em São Paulo, que o teriam levado até lá.

Defesa


Cunha disse ainda que "repudia com veemência as acusações" e desafia Joesley a comprová-las. O empresário disse à revista Época que Cunha respondia ao presidente Michel Temer, que era o chefe do que chamou de "Orcrim", "organização criminosa da Câmara". Temer também negou as acusações.

Além disso, o dono da JBS também afirmou que se tornou "refém" de Cunha e do corretor Lúcio Funaro - a quem ele deveria supostamente pagar uma "mesada" para não correr o risco de delatarem.

Além de negar as acusações, Cunha aproveitou para criticar o acordo de colaboração firmado entre Joesley e a Procuradoria-Geral da República (PRG), a que ele chamou de "delação bilionariamente premiada".

O deputado cassado afirmou que entrou com recurso no STF para a anulação do acordo. "Hoje fica claro que ele mente para obter benefícios pelos seus crimes, ficando livre da cadeia, obtendo uma leniência fiada, mas desfrutando dos seus bilionários bens à vista", disse. 

Beneficiário


O peemedebista encerrou a carta enumerando os supostos benefícios da JBS com o governo, citando especificamente a Medida Provisória (MP) do Refis e da Leniência com o Banco Central. 
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Vaneide
Vaneide - 20 de Junho às 17:08
Lula aparecendo agora? acabou com o país e agora tá querendo o que?
 
RAIMUNDO
RAIMUNDO - 20 de Junho às 09:48
Antes da Lei 12.850, de 02/08/2013, que define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal, os meios de obtenção da prova, infrações penais correlatas e o procedimento criminal; altera o Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal); revoga a Lei no 9.034, de 3 de maio de 1995; e dá outras providências, tais como: acordo de colaboração premiada, essas quadrilhas poderosas de velhacos, que se dizem %u201Cpolíticos%u201D, sempre se davam bem. Alguns integrantes dessas quadrilhas se vangloriavam de que todos os processos em que estavam envolvidos eram arquivados, tudo com o apoio desses advogados que estão aí defendendo a extinção da lava-jato. Esses %u201Cadvogados%u201D enchiam o bolso de dinheiro, recursos originários da corrupção. Esses %u201Cadvogados%u201D que estão defendendo a saída do Juiz Sérgio Moro, procurando meios de acabar com a lava-jato precisam ser investigados, pois, continuam tentando obstruir a justiça. Já passou da hora de acabar com essas quadrilhas que há muito roubam os recursos que deveriam ser empregados na saúde, na educação, na segurança e em outros investimentos em infraestrutura que tanto Brasil precisa, e o que é mais amoral ainda é ver %u201Cministros%u201D do STF e %u201Cparlamentar%u201D defendendo essas quadrilhas. Verdadeira inversão de valores.