Começa no STF sessão que vai julgar pedido de prisão de Aécio Neves

Pedido já havia sido negado por Fachin em maio

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postado em 20/06/2017 15:17 / atualizado em 20/06/2017 16:46

A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que vai julgar a prisão de Aécio Neves teve iníciopor volta das 15h desta terça-feira (20/6). Os ministros da Primeira Turma analisam os recursos contra a decisão do ministro Edson Fachin de afastar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do cargo, e o pedido de prisão do tucano, feito pela Procuradoria-Geral da República.

 

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Os ministros deram início ao julgamento com a análise do pedido de habeas corpus de Menderson de Souza Lima, assessor do senador Zezé Perrela, que foi decidido com placar de 3 a 2 e voto de desempate de Luiz Fux, determinando a prisão domiciliar de Menderson. Marco Aurélio Melo e Alexandre de Moraes também votaram a favor da liberação de Lima. Luís Roberto Barroso e Rosa Weber, contra.

 

"Está gravado, está filmado, todos viram o recebimento do dinheiro. Depois foi praticado a ocultação e a lavagem de dinheiro, Não há duvida quanto à materialidade e da autoria", afirmou Barroso. A ministra Rosa Weber acredita que não há motivos para rever a decisão de Fachin e que há um "risco concreto de interferência na investigação decorrente de uma possível destruição de provas".

 

A expectativa nos bastidores é de que Luís Roberto Barroso e Rosa Weber, que costumam ter votos "duros" na área penal, votem também pela prisão do senador afastado. 

 

Os ministros da Primeira Turma - Marco Aurélio Mello, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux - também devem julgar os pedidos de revogação de ordens de prisão das defesas da irmã de Aécio, Andrea Neves, e do primo do tucano, Frederico Pacheco. 

 

O relator da Lava-Jato no supremo, ministro Edson Fachin, negou, em maio, o primeiro pedido de prisão de Aécio Neves, baseado nas delações do grupo J&F. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fez uma nova solicitação.

 

Com informações da Agência Estado.  

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RAIMUNDO
RAIMUNDO - 20 de Junho às 16:46
O Brasil precisa de uma reforma política profunda, para tentar minimizar a corrupção e as mordomias. O parlamentar, não deveria receber nada mais que o salário, pois esses privilégios: foro privilegiado, verbas de gabinete, auxílio moradia, auxílio aéreo, carro e motorista tudo pago pela sociedade é um verdadeiro absurdo. Sabe-se que, teoricamente, o propósito e os requisitos para o desempenho dessas funções políticas/eletivas é proporcionar a igualdade de oportunidade para todos os cidadãos. Historicamente no Brasil, observa-se que, com poucas exceções, os pré-requisitos dos políticos são: a desonestidade, o interesse pessoal ou de algum grupo, isso precisa acabar. Vejam que a maioria dos nossos parlamentares responde processos no STF, mas ninguém é condenado. Essa verba de gabinete é algo vergonhoso, pois, se há servidores concursados de carreira que poderão assessorar esses parlamentares, não tem sentido esses parlamentares se utilizarem de assessores de confiança, pois são pagos com o dinheiro público, mas eles querem pessoas desonestas "de confiança" que fazem parte do pacto da desonestidade desde seus estados de origem e com o foro privilegiado, sabem eles que nada acontece, isto é, o crime compensa. Na crise profunda em que o Brasil se encontra, precisa-se de uma reforma política profunda, para que o país consiga erguer-se social e economicamente. Já passou da hora de acabar com essas quadrilhas que há muito roubam os recursos que deveriam ser empregados na saúde, na educação, na segurança e em outros investimentos em infraestrutura que tanto o Brasil precisa. O que é mais amoral ainda, mesmo após a lava-jato, é ver %u201Cministros%u201D do STF e %u201Cparlamentares%u201D defendendo essas quadrilhas. Verdadeira inversão de valores.