'Queremos pressa nesse debate', diz Guimarães sobre denúncia

O objetivo é evitar que os governistas consigam "juntar" todas as denúncias em um só processo na Casa e garantir que elas sejam analisadas separadamente, ou seja, em três votações diferentes no plenário

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postado em 27/06/2017 18:19

A oposição mudou de estratégia e passou a defender celeridade na análise da denúncia contra o presidente Michel Temer pelo crime de corrupção passiva na Câmara dos Deputados. Considerando que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve apresentar outras duas denúncias "fatiadas" contra o peemedebista, partidos como PT, PSOL, Rede, PCdoB e PDT defendem agora o cancelamento do recesso parlamentar em julho.



O objetivo é evitar que os governistas consigam "juntar" todas as denúncias em um só processo na Casa e garantir que elas sejam analisadas separadamente, ou seja, em três votações diferentes no plenário.

"Nós somos contrários ao recesso, a crise é de total dimensão que não comporta sairmos de férias. Queremos pressa nesse debate (sobre denúncia)", disse o líder da minoria, José Guimarães (PT-CE). Ele destacou que a decisão sobre a pausa nos trabalhos cabe ao presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas avaliou que "é um erro ter recesso".

Já o líder do PT, Carlos Zarattini (SP), ponderou que a oposição "não quer procrastinar, mas também não vai aceitar que se atropele o regimento da Casa". "Achamos que o País está sofrendo nas mãos do Temer, então quanto antes afastarmos ele, melhor. Não podemos tirar recesso em um momento como esse", avaliou Zarattini.

 

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PGR


Zarattini também cobrou explicações de Temer sobre as acusações feitas contra Janot, durante pronunciamento. "Se ele não comprovar o que disse sobre a PGR, é algo gravíssimo", avaliou.

Para o líder do PT, Temer "não esclareceu as acusações que lhe foram feitas e ainda lançou ilações contra o PGR". O petista avaliou ainda que Temer "deve explicações ao País sobre o que está acontecendo na PGR".

"Vamos aguardar e cobrar explicações, porque não é possível que ele (Temer) faça acusações sem apresentar ao País o que de fato está acontecendo. Acho uma enorme irresponsabilidade acusar o PGR sem novos elementos. Ele não é criança, é o presidente da República", criticou.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB) brincou que Temer usou "linguagem de mafioso" ao criticar o PGR e o dono da JBS, Joesley Batista. No discurso, o presidente disse que "o desespero de se safar da cadeia moveu Joesley e seus capangas". "Criaram uma trama de novela. A denúncia é uma ficção", afirmou Temer. O presidente disse ainda que o procurador-geral e Joesley tentam atribuir a ele um ato criminoso que alega não ter cometido.

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