Temer faz reunião de emergência com líderes da base antes de votação na CCJ

Na reunião, o peemedebista deixa claro aos presentes que precisa de votos suficientes para enterrar qualquer possibilidade de lhe cassarem o mandato

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postado em 09/07/2017 19:23 / atualizado em 09/07/2017 22:00

AFP / SERGIO LIMA

 
O presidente Michel Temer convocou reunião de emergência neste domingo (9/7) com os líderes dos partidos aliados para tentar mapear quantos votos têm na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que deve votar, nos próximos dias, o pedido de denúncia por corrupção passiva contra ele. Na reunião, que ocorre no Palácio da Alvorada, o peemedebista deixa claro aos presentes que precisa de votos suficientes para enterrar qualquer possibilidade de lhe cassarem o mandato.
 
 
Apesar de tentar passar segurança nos últimos dias de que tem apoio suficiente para derrubar a denúncia feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o presidente sabe que o quadro não é dos melhores. Há um movimento claro dentro do Congresso para destitui-lo e empossar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Essa troca, por sinal, já teria recebido o aval do mercado financeiro e de empresários, que só querem uma coisa: a aprovação das reformas trabalhista e da Previdência.
 
Antes do encontro com os líderes, Temer conversou a sós, por uma hora, com Rodrigo Maia. Depois, os dois se reuniram com o presidente do Senado, Eunício Oliveira, para montar uma estratégia de votação, no plenário da casa, da reforma trabalhista. A votação está marcada para terça-feira, mas o Palácio do Planalto não está seguro quanto a uma vitória. A aprovação da reforma é vital para dar uma demonstração de que o Congresso, em sua maioria, ainda está fechado com Temer.


Encontro com FHC

Apesar do otimismo demonstrado pelo governo, a base aliada está rachada. No PSDB, cresce a pressão para que o partido abandone o barco de Temer. O peemedebista, por sinal, pediu um encontro com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para tratar sobre o assunto. FHC disse sim. O líder tucano tem sido uma das vozes mais críticas em relação ao governo. Sistematicamente, tem pregado a renúncia de Temer como forma de pacificar o país.
 
Na última semana, o presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati, disse que a situação de Temer era insustentável. E defendeu uma troca no comando no país, sugerindo o nome de Rodrigo Maia como o mais indicado para fazer a transição até o fim de 2018. As declarações de Tasso provocaram revolta no entorno de Temer. Indicado pelo partido para o Ministério das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira defendeu a permanência da legenda no governo.
 
Para os investidores, a saída de Temer será importante para dar mais força à aprovação das reformas no Congresso. Os donos do dinheiro recomendam ao sucessor do presidente que mantenha a equipe econômica chefiada por Henrique Meirelles.
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