Advogado vai à Câmara defender 'ilicitude da prova' contra Temer

Antônio Cláudio Mariz vai argumentar basicamente o que chama de 'ilicitude da prova' contra Temer, alvo de denúncia criminal do procurador-geral da República Rodrigo Janot por corrupção passiva no caso JBS

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postado em 10/07/2017 12:42

O criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira vai â Câmara nesta segunda-feira (10/7), para promover uma enfática defesa de Michel Temer e pedir aos deputados da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania que votem pela não autorização ao Supremo Tribunal Federal e barrem a abertura de processo criminal contra o presidente.

Após a leitura do parecer do relator, deputado Sérgio Zveiter (PMDB/;RJ), o advogado do presidente vai fazer sustentação oral, por meio da qual pretende convencer os parlamentares de que Temer é inocente.

Mariz vai argumentar basicamente o que chama de 'ilicitude da prova' contra Temer, alvo de denúncia criminal do procurador-geral da República Rodrigo Janot por corrupção passiva no caso JBS - o procurador sustenta que Temer era o destinatário real da propina de R$ 500 mil que um executivo da JBS repassou para o então assessor especial do presidente, Rodrigo Rocha Loures, flagrado na noite de 28 de abril pegando uma mala preta com 10 mil notas de R$ 50 em São Paulo.


Na sustentação oral, Mariz vai cravar a 'falta de comprovação dos fatos' atribuídos a Temer. Ele desafia a Procuradoria a apresentar provas de que o dinheiro da JBS iria para o presidente. Na semana passada, o advogado entregou à presidência da CCJ o documento de defesa, 98 páginas em que busca fulminar em onze tópicos a acusação de Janot.

Nesta segunda (10/7) Mariz não vai ler o documento inteiro. A sustentação oral é a oportunidade que Mariz tem de enfatizar trechos da peça escrita ou esclarecer eventuais dúvidas.

O advogado do presidente considera que os parlamentares da CCJ 'são magistrados'. "É como se eu estivesse no tribunal", diz o criminalista. Ao final da sustentação, Mariz vai pedir aos deputados que não deem sinal verde ao Supremo para abertura da ação criminal contra o presidente.

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