Para ganhar votos, governo promove nona mudança na composição da CCJ

A mais recente é a substituição no PRB, do deputado João Campos (GO) pelo deputado Cleber Verde (MA); pelos cálculos da oposição, o governo agora venceria a disputa na CCJ por 39 a 27

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 10/07/2017 18:01 / atualizado em 10/07/2017 18:27

Marcelo Camargo/Agência Brasil

 
O governo acaba de promover a nona mudança na composição da CCJ. A mais recente é a substituição no PRB, do deputado João Campos (GO) pelo deputado Cleber Verde (MA). Pelos cálculos da oposição, o governo agora venceria a disputa na CCJ por 39 a 27. Caso as substituições não fossem feitas, perderia por 36 a 30.
 


As trocas anteriores foram:

 
PMDB
>>Saiu
José Fogaça (RS)

>>Entrou
Carlos Marun (MS)

PSD
>>Saiu
Expedito Netto (RO)

>>Entrou
Evandro Roman (PR)

PR
>>Saíram
Delegado Waldir (GO)
Marcelo Delaroli (RJ)
Jorginho Mello (SC)
Paulo Freire (SP)

>>Entraram 
Magda Mofatto (GO)
Bilac Pinto (MG)
Laerte Bessa (DF)
Milton Monti (SP)

SD
>>Saiu
Major Olimpio (SP)

>>Entrou
Laércio Oliveira (SE)

PTB
>>Saiu
Arnaldo Faria de Sá (SP)

>>Entrou
Nelson Marquezelli (SP)
 

Prosseguimento de denúncia

O relator do processo contra Michel Temer, Sergio Zveiter (PMDB-RJ) apresentou, nesta segunda-feira (10/7), um parecer favorável ao prosseguimento da denúncia contra o presidente: "Não é fantasiosa a acusação. É o que temos e deve ser apurado", disse Zveiter, complementando que a produção de provas pode ser feita pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "Há fortes indícios da prática delituosa e só ao final na parte que cabe ao STF, serão produzidas provas que podem ligar ou não o presidente Temer ao caso".

Pedido de vista

Houve um pedido de vistas coletivo na CCJ e o debate deve ser retomado na quarta-feira (12/7), com a palavra dada aos 66 deputados titulares, aos 66 suplentes e a outros 40 deputados que não pertencem à comissão, dividos em 20 favoráveis e 20 contrários ao presidente Temer. Há a expectativa de que essa fase de debates se encerre na sexta-feira, mas não se sabe se a votação do relatório acontecerá ainda nesta semana ou só na próxima, já que o presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), já avisou que não fará sessão aos finais de semana.

 
Aliados

O deputado Fausto Pinato (PP-SP) garantiu que o governo tem ao menos 40 votos para derrubar o texto apresentado pelo relator Sergio Zveiter (PMDB-RJ). "Ele usou para justificar o seu relatório a tática do dubio pro societate (na dúvida, a sociedade é favorecida no julgamento), mas não estamos julgando um presidente de condomínio e, sim, um presidente da República. Se esse processo for aceito, o presidente Temer é afastado por até seis meses", reclamou Pinato.

Pinato, que é um dos cotados para ser relator de um novo texto, caso a base do governo consiga derrotar o relatório de Zveiter, chamou o texto do peemedebista de frágil, alegando que ele próprio reconheceu não ser advogado criminalista.
 
Outro fiel escudeiro do Planalto, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) disse que o texto de Zveiter não apresenta qualquer prova de ilícito cometido pelo presidente. "Ele próprio reconheceu que são apenas indícios, mas, mesmo assim, pediu a continuidade do processo. Nós vamos derrubar esse relatório", prometeu Marun.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.