Parlamentares do DF indecisos sobre a votação da denúncia de Zveiter

O DF tem um total de oito parlamentares, dos quais mais de a metade permanece em dúvida sobre a votação

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postado em 11/07/2017 06:00 / atualizado em 11/07/2017 00:12

Minervino Junior/CB/D.A Press

Embora tenha sido considerado “muito consistente” pelos deputados, o relatório apresentado por Sérgio Zveiter (PMDB) na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), o documento não foi suficiente para convencer parte dos representantes do Distrito Federal na votação que ocorrerá amanhã na Câmara. Ali, o DF tem um total de oito parlamentares, dos quais mais de a metade permanece em dúvida sobre a votação.

O deputado Rogério Rosso (PSD) é um dos que se declarou indeciso. Segundo ele, “a denúncia foi muito bem formulada, mas não o suficiente para definir esse voto”. O parlamentar disse discordar das críticas feitas ao presidente Michel Temer pelo suposto recebimento de propina; e ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pela acusação formulada basicamente por uma filmagem.

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Rosso acredita que uma nova produção de provas ajudaria a ele e outros parlamentares a sair de cima do muro. “Nem a acusação e nem a defesa me convenceram. Gostaria de ver mais.” Alberto Fraga (DEM) e Izalci Lucas (PSDB) também se dizem indecisos. “Se não tiver nenhuma novidade, eu voto pela permanência da Presidência, voto pelo Brasil. Mas ainda não posso me comprometer. O relatório é mais uma peça acusadora do que uma apuração, e a denúncia continua sendo por ilação”, disse Fraga. Ainda segundo o parlamenatar, “se (a polícia) tivesse esperado um pouco e o dinheiro tivesse chegado ao destino que eles falam (Temer), haveria um caso concreto. Não aconteceu”.

Izalci afirmou ainda não ter tido tempo de “ver o que está acontecendo”. “Não me concentrei nisso porque estou participando de uma CPI, ainda preciso fazer o cruzamento das informações e ler o relatório. Precisamos desse detalhamento para votar com tranquilidade”. Erika Kokay (PT) vota pelo prosseguimento do processo. “O relatório fala da existência de materialidade, que seria uma dúvida, e desconstrói os argumentos da defesa. A discussão sobre intimidade, por exemplo, foi brilhantemente analisada por ele. Um presidente que recebe empresário e conversa sobre assuntos que dizem respeito sobre assuntos deste país, usando instrumentos deste país, não pode alegar foro íntimo. A governabilidade de Temer é a tentativa de se salvar”. Larter Bessa deve votar a favor de Temer. (BB)
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Antônio
Antônio - 11 de Julho às 11:15
É bom que os ELEITORES lembremos, nas Eleições de 2018, desses posicionamentos dos citados políticos do DF ! A cena do ASSESSOR DO TEMER correndo com a MALA DE DINHEIRO deve sempre ser lembrada por nós, os ELEITORES !