Danilo Forte cita "dólares na cueca" para justificar voto contra denúncia

O caso citado por Forte envolveu um assessor de Guimarães, José Adalberto Vieira, que foi preso no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com US$ 100 mil escondidos na cueca, e mais R$ 209 mil numa maleta de mão, quando embarcava para Fortaleza

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postado em 12/07/2017 17:13 / atualizado em 12/07/2017 17:28

O deputado Danilo Forte (PSB-CE) relembrou o episódio de "dólares na cueca" envolvendo o "amigo" do deputado José Guimarães (PT-CE), líder da minoria na Câmara dos Deputados, para justificar o voto contrário à denuncia apresentada pelo Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer Na sessão de debates, o parlamentar justificou que, apesar do petista ter carregado essa "chaga", ele acabou inocentado do episódio.



O caso citado por Forte envolveu um assessor de Guimarães, José Adalberto Vieira, que foi preso no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com US$ 100 mil escondidos na cueca, e mais R$ 209 mil numa maleta de mão, quando embarcava para Fortaleza. O fato ocorreu no dia 8 de julho de 2005, em meio aos desdobramentos do mensalão. Sete anos depois, o petista foi inocentado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

"O senhor José Guimarães sofreu muito ao trazer essa pecha. Aquele episódio ridicularizou a política. Ele Guimarães carregou essa chaga, mas foi inocentado", disse Danilo Forte ao explicar seu voto contrário ao prosseguimento do pedido da PGR. Forte é um dos quatro titulares do PSB na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que analisa a denúncia, e um dos principais aliados de Temer.

 

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"Qual foi o ato criminoso cometido pelo senhor Michel Temer? Se não tiver o ato, não pode ser objeto do questionamento", explicou.

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