Zveiter diz que não pretende pedir mais prazo para alterar relatório

Ele ponderou que vai "analisar a necessidade" de prolongar esta etapa por mais um dia, caso seja formalmente solicitado durante a sessão

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postado em 13/07/2017 12:31

O relator da denúncia contra o presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), afirmou que, por ora, "não está com essa disposição" de pedir mais prazo para finalizar o parecer, como desejavam os oposicionistas. Ele ponderou que vai "analisar a necessidade" de prolongar esta etapa por mais um dia, caso seja formalmente solicitado durante a sessão.

Na manhã desta quinta-feira (13/7), o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) fez sugestões de mudanças ao parecer pela admissibilidade da denúncia contra Temer, porém Zveiter não estava presente no momento. Se ele demonstrasse intenção de acatar algumas propostas, poderia pedir mais 24 horas de prazo para analisá-las. A medida teria potencial para atrasar a conclusão dos trabalhos na CCJ, prevista para esta quinta.

De acordo com deputados da oposição, Zveiter sinalizou ontem que poderia fazer o movimento para adiar a votação para amanhã, porém recuou diante da resistência do presidente do colegiado, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG). Aos oposicionistas, ele teria dito que não quer "bancar" a iniciativa sozinho. 

Resposta 


O relator disse que vai pedir a palavra durante a sessão de hoje para rebater as declarações do vice-líder do governo, Darcício Perondi (PMDB-RS), que disse nesta quarta-feira, 12, que o parecer de Zveiter pela admissibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer "é uma apologia ao nazismo, ao fascismo"

"Vamos rasgar o Código Penal. Isso é apologia do nazismo, do fascismo. Mussolini fez mal, Hitler fez mal com esta política. Triste, triste o comportamento do parlamentar que em vez de ser apenas relator, foi acusador", afirmou Perondi sobre o parecer.

De acordo com aliados, o relator não presenciou a declaração, mas teria ficado "transtornado" ao saber do comentário através de outros parlamentares. Zveiter destacou que é o único judeu integrante do colegiado e tem o dever de se manifestar sobre o episódio.
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