Comissão da reforma política confirma fundo público bilionário de campanhas

Conforme o texto, o Fundo Especial de Financiamento da Democracia receberá 0,5% da receita corrente líquida apurada nos 12 meses anteriores

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postado em 10/08/2017 14:06 / atualizado em 10/08/2017 15:09

Deputados aprovaram as mudanças no financiamento de campanha da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Reforma Política. O texto criou um Fundo Especial de Financiamento da Democracia, que deve receber R$ 3,6 bilhões do Orçamento da União nas próximas eleições.
 
 
Na primeira versão do relatório, proposto pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP), estava previsto que 0,25% da receita líquida do governo em 12 meses fosse destinada ao pagamento das campanhas. Apenas nas eleições do ano que vem, o valor recebido seria de 0,5% da receita líquida — os R$ 3,6 bilhões.
 
O novo parecer, no entanto, fez com que o aumento se tornasse ordinário. Pelo texto reescrito, o valor do fundo será permanentemente de 0,5%. O dobro do que foi inicialmente previsto.
 
Para o deputado Ivan Valente (PSol-SP), um dos maiores opositores da PEC da reforma política, a hora não é de aumentar, e sim de cortar. "Precisamos reduzir drasticamente os gastos eleitorais", afirmou ao Correio.

Valente enviou um requerimento para atrasar em suas sessões a votação que ocorreu ontem. Segundo ele, a ideia era “discutir melhor o tema com a sociedade”. O documento foi votado em duas oportunidades, especialmente por causa do horário, mas foi rejeitado.

Durante seu discurso da votação, que acabou por volta de 2h da madrugada, o relator, Vicente Cândido, recebeu várias críticas envolvendo o financiamento de campanha. A uma delas, respondeu que havia colocado seus sonhos no documento, e pediu aos colegas que fossem razoáveis.
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