Instituto Ayrton Senna é homenageado com Ordem do Mérito Judiciário do TST

A honraria, criada em 1970, reconhece pessoas e instituições que se destacaram

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postado em 12/08/2017 08:00 / atualizado em 12/08/2017 00:58

	Luis Nova/Esp. CB/D.A Press


O Instituto Ayrton Senna foi um dos homenageados na solenidade anual de entrega da comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, ontem, no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A honraria, criada em 1970, reconhece pessoas e instituições que se destacaram por suas profissões ou serviram de exemplo para a sociedade, seja da Justiça do Trabalho, seja de qualquer ramo do Poder Judiciário, do Ministério Público ou da advocacia, além de instituições civis e militares.

O presidente do TST, ministro Ives Gandra Martins Filho, disse ao Correio que a cerimônia é uma forma de demonstrar reconhecimento àqueles que contribuem com o desenvolvimento do país. “É importante valorizar a Justiça do Trabalho e tudo que realiza, condecorando aqueles que fazem alguma coisa para melhorar as relações de trabalho no Brasil”, afirmou.

O Instituto Ayrton Senna, criado pela família do piloto em 1994, atua no sentido da ampliação das oportunidades para crianças e jovens por meio da educação. Anualmente, capacita 60 mil educadores, com programas que beneficiam diretamente cerca de 2 milhões de alunos em mais de 1.300 municípios pelo país.

A presidente do instituto e irmã do piloto, Viviane Senna, ressaltou a importância do trabalho desenvolvido pela ONG. “A gente fica mais honrado e responsabilizado de estar à altura dessa homenagem. Significa que temos um trabalho que, de alguma forma, está servindo ao país a ponto de ser reconhecido”, ressaltou. 

A indicação para a honraria é feita por ministros do TST e submetida à análise do Conselho da Ordem. A distinção é conferida em seis graus hierárquicos — Grão Colar, Grã Cruz, Grande Oficial, Comendado, Oficial e Cavaleiro. A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, recebeu promoção ao grau Grão Colar, mas não compareceu por motivos de trabalho.

Entre os homenageados presentes estavam a editora-chefe do Correio, Ana Dubex; o comandante da Força Aérea Brasileira, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato; o embaixador dos EUA no Brasil, Peter McKinley; os ministros José Coêlho Ferreira, do Superior Tribunal Militar (STM); e a ministra Laurita Hilário Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), além de magistrados, advogados e professores. Foi feita ainda uma homenagem pós-morte ao ministro Teori Zavascki.


Olhar sobre a velha política

Um observador, credenciado por 46 anos de atuação profissional, e por três ativas e breves participações em governos do DF, reuniu em livro uma síntese da sua mais recente experiência na imprensa. O jornalista Hélio Doyle fará o lançamento, na próxima terça-feira, às 19h, no Restaurante Carpe Diem (104 Sul), do Assim é a velha política, compilação de 143 colunas publicadas entre maio e dezembro de 2016.

Os textos de Doyle criticam um modo de fazer política anacrônico, mas ainda em prática. “Nunca vi situação como a atual”, avalia o professor aposentado da UnB e jornalista, que testemunhou episódios da ditadura militar, a redemocratização do Brasil e uma sucessão de planos para acabar com a inflação. “É crise econômica, ética, social, política e, num momento assim, até a análise política fica difícil. Cinco dias atrás, eu não seria capaz de precisar o que está acontecendo hoje.”

Doyle já lidou com a realidade a partir do ponto de vista do repórter, do colunista, do empresário de comunicação, de militante e de ocupante de cargo público. Essa diversidade de atuação sustentou a presença em postos-chaves de três governos diferentes: coordenador de comunicação da campanha de Rodrigo Rollemberg (PSB) e, depois, chefe da Casa Civil. Também foi secretário de governo de Cristovam Buarque, em 1994, e de articulação institucional no segundo mandato de Joaquim Roriz, em 2002.



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