Ex-marido de Dilma Rousseff, ex-deputado Carlos Araújo morre no RS

Ele estava internado na UTI da Santa Casa de Misericórdia da capital gaúcha desde o dia 25 de julho, devido a um quadro de cirrose

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postado em 12/08/2017 11:56 / atualizado em 12/08/2017 12:26

Reprodução/TV Brasil

 
O ex-deputado e ex-marido de Dilma Rousseff, Carlos Araújo, faleceu à 0h01 deste sábado (12/8), em Porto Alegre, aos 79 anos. Ele estava internado na UTI da Santa Casa de Misericórdia da capital gaúcha desde o dia 25 de julho, devido a um quadro de cirrose. 
 
  
Em nota, a Santa Casa de Misericórdia informou que Carlos Araújo, que era portador de uma doença pulmonar crônica, agravada por uma miocardiopatia, estava internado na UTI. Ele apresentou uma infecção das vias aéras inferiores, que evoluiu com uma infecção generalizada.
 
O corpo do ex-deputado será velado neste sábado, na Assembleia Legislativa de Porto Alegre, das 15h às 21h. Depois, será cremado em uma cerimônia restrita à família.
 
Carlos Araújo conheceu Dilma Rousseff em 1969, quando militavam contra a ditadura militar na Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Foi com ele que a ex-presidente teve sua única filha, Paula Rousseff Araújo, em 1976. O casal ficou junto até 2000, no entanto, mantiveram a amizade e a proximidade

Além de Paula, Carlos Araújo deixa mais dois filhos, Leandro e Rodrigo e os netos Gabriel e Guilherme. 

Nomeado em homenagem aos comunistas históricos Karl Marx e Luiz Carlos Prestes, Carlos Araújo nasceu em 1938, em São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul. 

Em contato desde a adolescência com a militância comunista, chegou a participar, em 1958, do Festival Internacional da Juventude, em Moscou, na União Soviética. Lá, se desiludiu com a esquerda após ler sobre as denúncias de Nikita Kruschev sobre os crimes de Joseph Stalin. 

Com o golpe de 1964 e a instauração da ditadura militar, passou para a luta armada com o codinome Max. Foi neste período que conheceu Dilma, mais conhecia como Estela. Ambos foram presos e torturados pelas forças militares. 

Após a redemocratização, voltou a Porto Alegre e se filiou ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), de Leonel Brizola, quem já conhecia desde a década de 1960. Pela legenda, foi eleito para três mandatos de deputado federal entre as décadas de 1980 e 1990. Em 1988 e 1992, se candidatou à prefeitura de Porto Alegre, mas foi derrotado pelos petistas Olívio Dutra e Tarso Genro, respectivamente. 

Após se afastar do partido em 2000, se reaproximou em 2012, mas permaneceu apenas como conselheiro de alguns nomes.
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