Especialistas debatem formas de combater o contrabando no Brasil

Para participantes de seminário realizado no Correio Braziliense, é preciso fiscalizar melhor as fronteiras e ser menos tolerante com os pequenos delitos

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postado em 15/08/2017 12:36 / atualizado em 15/08/2017 12:49

Minervino Junior/CB/D.A Press

 
Especialistas debateram, na manhã desta terça-feira (15/8), soluções para o comércio ilegal no seminário “O Brasil que nós queremos: Unidos pelo fim do contrabando e da criminalidade”, apoiado pelo Correio.  

Para Augusto Nardes, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), entre os entraves para coibir esse tipo de crime estão a falta de compartilhamento das informações de segurança pública e as falhas na fiscalização das fronteiras. “Não temos compartilhamento de informação. Então, internamente, já temos dificuldade de não termos uma política integrada. Não temos uma política nacional de segurança e também não temos uma governança de fronteira”, declarou o ministro. “Estaremos enxugando gelo nas grandes cidades enquanto não combatermos o crime organizado nas fronteiras”, completou.
 

Já o deputado Efraim Filho (DEM/PB), presidente da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Contrabando e à Falsificação, avaliou que o principal desafio não é mudar a lei, mas, sim, a cultura de tolerância com pequenos crimes. “O contrabando é extremamente nocivo, porque financia o crime organizado, deteriora o mercado de trabalho formal e prejudica o ambiente de negócios”, afirmou.

Sem fronteiras


Mais cedo, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, declarou que a prática ilícita não tem fronteiras. Segundo ele, o contrabando e a criminalidade não reconhece bandeiras e nação, são “transacionais”. O chefe da pasta defendeu que é preciso conhecer o fluxo comercial da mercadoria ilegal.

“Não tem geração espontânea. É narcotráfico? Tem lavagem de dinheiro? Provavelmente que sim, mas o importante é que é preciso conhecer o financiador e a rota de chegada. É preciso estrangular e onerar o custo benefício de quem financia. Temos que quebrar a vantagem do ilícito”, disse.

Torquato reconhece que o desafio é tornar o combate às práticas uma prioridade no orçamento. “É preciso um fundo político de segurança pública. Não é gasto, é investimento. O retorno é muito maior que o investimento em segurança pública. É preciso criar uma força nacional permanente”, defendeu.

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