Governo conta com cerca de 60 cargos para redistribuir entre aliados

De olho na reforma da Presidência, Temer tenta agradar a base

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postado em 17/08/2017 06:00

 
O governo tem cerca de 60 cargos para serem redistribuídos aos integrantes da base, mas quer avaliar caso a caso para não perder votos importantes na tramitação da reforma da Previdência. Mesmo pressionado pelo “Centrão”, sobretudo o PP, ávido por mais cargos na máquina pública federal, a ordem no Planalto é preservar, sobretudo, os espaços do PSDB e do DEM. “Não estamos falando em traidor. O próprio presidente Temer está orientando o ministro (Antonio) Imbassahy (Secretaria de Governo), responsável pelo setor,  a definir as coisas com justiça. Precisamos contar com a nossa base para as reformas que vêm pela frente”, afirmou o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.
 
 
A conta está sendo feita com lupa pelo governo. Todos sabem que o “Centrão” foi bastante fiel ao Planalto durante a votação da denúncia contra Temer por corrupção passiva. Por outro lado, existe a certeza de que o PSDB e o DEM têm uma maior vocação para aprovar as reformas que virão, especialmente a da Previdência. “Os tucanos têm o DNA das reformas. Se eles não aprovarem essa matéria, não terão nada para apresentar ao eleitorado”, reforçou um interlocutor do governo.
  
Por isso, a ordem expressa dada a Imbassahy pelo presidente é olhar o histórico do deputado: como votou em matérias anteriores fundamentais, em especial a reforma trabalhista, a PEC do Teto dos Gastos e a denúncia contra Temer. “Não será uma votação apenas que vai definir o grau de fidelidade. Especialmente sabendo que teremos duas reformas duras para aprovar daqui para frente”, reforçou um político com livre trânsito no gabinete presidencial.

Por esta regra, também, já foi avisado a Imbassahy que não haverá mudanças nos cargos do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE),  no Banco do Nordeste. O ministro tucano queria trocar o diretor de Controle e Risco, Nicola Miccione, apadrinhado por Eunício, por Delano Macedo Vasconcelos, apoiado pelo deputado Raimundo Gomes (PSDB-CE), que se ausentou do plenário na votação da denúncia contra Temer, ajudando o governo e contrariando a orientação do presidente nacional da legenda, senador Tasso Jereissati (CE).

Para tornar mais fácil a substituição, os interessados alegaram que Nicola era indicado pelo deputado Vitor Valim (PMDB-CE), que votou contra Temer na sessão de 2 de agosto. Os peemedebistas esclareceram que ele já perdera o carimbo da indicação de Valim após votar contra a reforma trabalhista.

Cuidados

Há quem critique esse excesso de zelo, especialmente com os cargos do PMDB. “Temer vai errar se ficar refém do PMDB do jeito que está. O PMDB não está preocupado com a governabilidade ou com o futuro do presidente. Cada peemedebista está interessado em seu feudo regional. Eunício no Ceará;  Jader (Barbalho) no Pará; (José) Sarney no Maranhão”, criticou um deputado que já teve interesses contrariados ao se chocar com um cacique regional do PMDB.

O Diário Oficial da União de terça-feira trouxe a exoneração de Marcelo Allain do cargo de secretário de Articulação da Secretaria-Geral da Presidência e colocou, em seu lugar, Marco Aurélio Silva. Também deixaram o governo Silvio José Silva, diretor do Departamento de Defesa dos Direitos Humanos; Tamara da Silva, chefe de gabinete da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República; e Cristian José Santos, diretor do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura.
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ROBERTO
ROBERTO - 17 de Agosto às 10:37
Essa corja é eleita para defender os interesses do povo. Mas só fazem barganhas para defender a si mesmo. Vergonha dessa raça excomungada.