Fraudes no Bolsa Atleta causaram prejuízo de R$ 885 mil

Ex-funcionário terceirizado é acusado de criar atletas fantasmas para receber recursos do Ministério do Esporte

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postado em 18/08/2017 09:52 / atualizado em 18/08/2017 15:45

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A. Press
Investigadores da Polícia Federal descobriram que fraudes no programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte, causaram desvios de R$ 885 mil nos recursos do programa. De acordo com a PF, o ex-servidor terceirizado José Hector Blanco, que era coordenador do programa, criou 25 atletas fantasmas, para receber recursos repassados pela Caixa Econômica Federal.
 
 
A Operação Havana, deflagrada nesta sexta-feira (18/8) pela Polícia Federal cumpriu seis mandados de condução coercitiva e seis de busca e apreensão nos endereços dos investigados. De acordo com a denúncia, o dinheiro usado para pagar os atletas fantasmas eram enviados para seis contas bancárias. José Hector, apontado como operador do esquema criminoso, teria procurado pessoas próximas, inclusive sua irmã, para receber os valores desviados.
 
Entre os atletas criados para concretizar a fraude, estão nomes apontados como de alto rendimento. A manobra para ter acesso a verba do ministério foi descoberta em uma apuração interna, e repassada para a Polícia Federal. Os desvios tiveram início em 22 de março de 2012 e duraram até a troca de um gestor da área. 

Em 2013, José Hector deixou a coordenação do Bolsa Atleta e virou sócio do bar Versão Brasileira, na Asa Sul de Brasília. O local também foi alvo de um dos mandados de busca e apreensão, e foram recolhidos computadores, documentos e celulares de suspeitos. Em nota, o bar Versão Brasileira afirmou que “colabora com o trabalho das autoridades” e que “sua constituição se deu há mais de seus anos, com total transparência e lisura”. 

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