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Doria diz que opinião pública definirá quem será o candidato do partido

O prefeito de São Paulo tem se aproximado do principal nome do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Nas últimas semanas, FHC disse que errou por não tê-lo apoiado na eleição municipal de 2016

Agência Estado
postado em 29/08/2017 14:40
João Dória em entrevista para jornalistasO prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que não se apresenta como candidato à presidência da República. Em uma plateia de empresários em São Paulo, o político do PSDB voltou a criticar a militância de esquerda e afirmou que não precisaria ser candidato no pleito nacional para apagar o "vermelho".
Questionado por jornalistas, Doria afirmou que deve disputar as eleições pelo PSDB aquele que "estiver melhor perante a opinião pública". "Quem decide isso não é cacique, não é comandante, é o povo", disse o prefeito. "Não me apresento como candidato à presidência da República, me apresento como prefeito."

Ao comentar sua vitória nas eleições municipais, Doria afirmou que o PSDB venceu em regiões onde a preferência do eleitorado era tradicionalmente pelo PT. "Apagamos o vermelho e colocamos outra cor de bandeira que não é a bandeira vermelha com estrela no centro. Para isso não preciso me apresentar como candidato, preciso ser um prefeito eficiente", declarou.

[SAIBAMAIS]Doria tem se aproximado do principal nome do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Nas últimas semanas, FHC disse que errou por não tê-lo apoiado na eleição municipal de 2016, na qual Doria foi eleito no primeiro turno.

"Tivemos um encontro e estarei com Fernando Henrique em um almoço na semana que vem", disse Doria em resposta a questionamento sobre a relação com o ex-presidente. "Gosto muito dele, mesmo que ele, em algumas circunstâncias, não tenha me apoiado e nem sequer votado em mim". Doria descartou, no entanto, que o movimento de aproximação seja uma forma de ganhar apoio interno no partido para a definição do candidato tucano à Presidência.

Durante o evento com empresários do varejo, Doria defendeu ainda sua gestão na prefeitura. Respondeu a críticas sobre suas viagens para fora de São Paulo, afirmando que ele é capaz de gerenciar temas da cidade a distância, usando a tecnologia.

O prefeito ainda propagandeou seu plano de desestatização, que contempla a destinação para a iniciativa privada de uma série de ativos municipais. Segundo Doria, o programa deve ser capaz de trazer entre R$ 7 bilhões a R$ 8 bilhões para os cofres da cidade. O valor, afirmou, pode até superar essa estimativa em meio ao processo de recuperação da economia brasileira.

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