Joesley, Saud e Miller vão prestar depoimento na sexta-feira

PGR quer explicações sobre as informações ditas por Joesley Batista durante uma gravação entregue ao STF

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 06/09/2017 16:25 / atualizado em 06/09/2017 16:37

BRAZIL PHOTO PRESS / VANESSA CARVALHO


Os delatores Joesley Batista e Ricardo Saud, executivos da JBS, vão prestar depoimento na próxima sexta-feira (08), na Procuradoria-Geral da República, em Brasília. Além deles, o ex-procurador Marcelo Miller também deve ser ouvido. A intenção do Ministério Público Federal é que eles esclareçam as informações que estão no áudio gravado por Joesley. 


Leia mais notícias em Política

Miller não participou da conversa, no entanto, é citado como alguém que poderia atuar em favor dos delatores na Procuradoria-Geral da República (PGR). A assessoria da PGR não confirmou os depoimentos, nem o horário em que eles serão ouvidos. 

Esse tipo de decisão é comum em casos como esse, importante para a investigação da Lava-Jato. As revelações abalaram procuradores e ocorrem poucos dias antes de Janot deixar o cargo de chefe do Ministério Público.

Vazamento


Nesta segunda-feira (4/9), em uma entrevista coletiva, o procurador-geral da, República Rodrigo Janot, afirmou que gravações obtidas pelo Ministério Público indicam que os delatores da JBS, maior produtora de proteína animal do mundo, omitiram informações durante depoimentos de delação premiada. De acordo com Janot, os indícios de omissão, que podem levar à anulação da delação do dono da JBS e do executivo da empresa Ricardo Saud, estão em uma gravação feita, sem querer, pelo próprio Joesley. 

O áudio, de quatro horas, acabou sendo repassado pelo empresário aos investigadores do Ministério Público e traz "informações gravíssimas" de fatos graves e ilícitos ocorridos na Procuradoria-Geral da República (PGR) e no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o procurador-geral. "São feitas referências indevidas à PGR e ao STF. Temos indícios de conduta em tese criminosa por parte do ex-procurador Marcelo Miller", completou.

Miller trabalhou de maneira próxima a Janot até março deste ano, quando se desligou do Ministério Público Federal para se tornar sócio do escritório de advocacia Trench Rossi Watanabe, que tem entre as atividades a negociação de delações.

Janot contou que a gravação traz uma conversa, de linguagem comum e natural, entre Joesley e um interlocutor cuja identidade não foi revelada. A novidade, ressaltu o procurador-geral, não invalida as provas já obtidas. "A gravação foi entregue na semana passada. Revelam fatos graves, que podem resultar na anulação da delação dos executivos da JBS, sem prejuízo para as provas que estão no processo", declarou Janot.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.