'Espero que as pessoas compreendam', diz Fontoura sobre filme da Lava-Jato

Ator diz que filme em que interpreta Lula debate o assunto mais sério atualmente no país

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postado em 06/09/2017 19:54 / atualizado em 06/09/2017 20:32


 
Polícia Federal — A lei é para todos não consegue retratar alguns dos episódios mais marcantes da política nacional recente. E não poderia ser diferente, afinal, o filme se propõe a contar uma história que ainda não acabou. Assim, ficam de fora, por exemplo, as gravações de Joesley Batista e a condenação do ex-presidente Lula no caso do tríplex. Isso, no entanto, não preocupa a equipe envolvida na produção, que estreia nesta quarta-feira (6/9) em Brasília. 
 
 
Para Ary Fontoura — que interpreta Lula e veio à capital para o lançamento, ao lado do diretor, Marcelo Antunez — a principal missão do filme é contribuir para o debate sobre como enfrentar a corrupção no país. “Acredito que tenhamos que ver a situação como um todo: o filme pretende levantar um debate sobre o assunto mais sério em discussão hoje no país. Eu espero que as pessoas compreendam", analisa. 
 
O diretor Marcelo Antunez acredita que contar essa história ainda viva foi o que mais o atraiu para a proposta. "O que me atraiu para o projeto foi exatamente falar de um assunto vivo, que está acontecendo. Brasília, por exemplo, não é o ponto central. Nem o Ministério Público. A ideia é mostrar alguns bastidores do caso, começando pela investigação de doleiros, esbarrando rapidamente em uma ligação com executivos da Petrobras e atinge o Legislativo. Tudo em um filme de ficção", afirmou ao Correio.
 
Luis Nova/Esp. CB/D.A Press
 

Após fazer laboratório nas sedes da Polícia Federal em Curitiba e em Brasília, o ator Rainer Cadete explicou que seu personagem, o promotor de Justiça Igor, mescla diversas autoridades que atuaram na Lava-Jato. “Existe a licença poética, que foi o artifício usado para sintetizar a história de várias pessoas no Ítalo. O personagem é um jovem que tem vontade de mudar o mundo”, contou. “Acredito que, olhando pra frente, o filme mostra que o povo precisa tomar, novamente, as rédeas da democracia”, acrescentou.

A previsão é que Polícia Federal — A lei é para todos fique em cartaz no Distrito Federal até o fim de outubro. Segundo Antunez, um novo filme está sendo produzido e, talvez, exista, ainda, uma terceira obra. 

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