Justiça determina buscas na casa da mãe de Geddel, em Salvador

Investigação aponta que "há grande probabilidade" de que nos endereços existam documentos que comprovem a prática de crime e "inclusive, mais dinheiro de origem ilícita"

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postado em 08/09/2017 10:57 / atualizado em 08/09/2017 11:40

Minervino Junior/CB/D.A Press - 8/9/16
 
Entre os mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara em Brasília, um ocorreu na casa da mãe do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que fica no mesmo prédio dele, em Salvador (BA). A justificativa do magistrado é de que "há grande probabilidade" de que nos endereços existam documentos que comprovem a prática de crime e "inclusive, mais dinheiro de origem ilícita".
 
 
Geddel foi preso preventivamente em ação da Polícia Federal (PF) nesta manhã. Outra prisão preventiva é contra Gustavo Pedreira do Couto Ferraz, nome ligado a Geddel nas investigações, tendo sido, inclusive, indicado por ele para buscar, em 2012, valores ilícitos remetidos por Altair Alves, emissário do ex-deputado Eduardo Cunha. Buscas também ocorreram nas residências deles. O Ministério Público Federal no Distrito Federal, ao concordar com o pedido da PF, considerou ainda que Geddel pode usar a residência de seus familiares para contatar outras pessoas.
 

Destruição de provas

As ordens foram expedidas pela 10ª Vara Federal de Brasília, a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e da PF com o objetivo principal de evitar destruição de provas. No documento, assinado pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, foi destacado que a prisão de Geddel e de Gustavo Couto foram necessárias "para a garantia da ordem pública e para a aplicação da lei penal." Depoimentos de investigados e o exame pericial realizado nas cédulas e no apartamento indicam que os R$ 51 milhões eram mantidos escondidos por Geddel com o auxílio direto de Gustavo Couto Ferraz. "Ambos manusearam essa estrondosa quantia, o que, somado aos outros indícios, levam à conclusão da propriedade ou posse do dinheiro apontada para ambos", diz a decisão. 

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