Delatores vão primeiro ao IML e depois para o xadrez da PF em Brasília

Joesley e Saud se entregaram à PF, em São Paulo, na tarde de domingo (10/9). Eles foram presos por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), por suspeita de violarem a delação premiada

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postado em 11/09/2017 12:58 / atualizado em 11/09/2017 14:00

Rovena Rosa/Agencia Brasil
 
Os empresários Joesley Batista e Ricardo Saud passarão pelo Instituto Médico Legal (IML), em Brasília, para exame de corpo de delito, antes de serem levados para a Superintendência da Polícia Federal na capital, nesta segunda-feira (11/9). Os executivos ficarão presos em uma cela de 9 m² com vaso sanitário de chão, sem chuveiro (apenas com um cano de água fria).
 
Joesley e Saud se entregaram à PF, em São Paulo, na tarde de domingo (10/9). Eles foram presos por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), por suspeita de violarem a delação premiada. Às 10h35 desta segunda, os executivos deixaram a Superintendência da Polícia Federal de São Paulo. Joesley saiu da sede da PF com um terço nas mãos rumo ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul onde ele e Saud pegaram um voo para Brasília.
 
Os executivos, que não estavam algemados, foram levados em dois veículos, acompanhados por forte escolta, para o Aeroporto de Congonhas, de onde seguem para Brasília.
 
As prisões foram motivadas pela constatação de Janot de que houve omissão de informações por parte dos delatores, ao receber um áudio de quatro horas de uma conversa dos executivos da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud, que mencionavam o ex-procurador da República Marcelo Miller.

Também foi feito o pedido de prisão temporária de Miller, mas Fachin avaliou que não há indício suficiente para esse procedimento.

Outro lado

Os advogados de Marcello Miller afirmaram que o ex-procurador recebeu com tranquilidade o pedido de buscas no seu apartamento e colaborou, apresentando tudo o que foi solicitado. Ele "ressalta que continua à disposição, como sempre esteve e sempre estará, para prestar qualquer esclarecimento necessário e auxiliar a investigação no restabelecimento da verdade", afirmam os defensores André Perecmanis e Paulo Klein. 
 
Com informações da Agência Brasil 
 
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