Roberto Teixeira pede a Moro adiamento de interrogatório pela segunda vez

Teixeira é acusado por lavagem de dinheiro. No mesmo processo, a força-tarefa da Lava-Jato atribui a Lula os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro sobre contratos entre a Odebrecht e a Petrobras

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postado em 11/09/2017 13:22

O advogado Roberto Teixeira, por meio de sua defesa, pediu ao juiz federal Sérgio Moro para adiar seu interrogatório. O depoimento do compadre do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está marcado para esta quarta-feira (13/9), em Curitiba.

O interrogatório de Roberto Teixeira estava marcado inicialmente para a quarta-feira (6/9). Na noite da terça-feira (5/9), porém, o advogado foi internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, com problemas cardíacos. Moro remarcou audiência para o dia 13.

Teixeira é acusado por lavagem de dinheiro. No mesmo processo, a força-tarefa da Lava-Jato atribui a Lula os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro sobre contratos entre a Odebrecht e a Petrobras.

Ao pedir o adiamento do depoimento da próxima quarta - mesmo dia em que o ex-presidente vai ser interrogado -, a defesa de Teixeira anexou um relatório médico. "Insuficiência coronariana com infarto do miocárdio em 1981, revascularização cirúrgica do miocárdio em 2006, e angioplastia coronariana em 2016. A recente internação deve-se a quadro de angina instável; (2) insuficiência cardíaca secundaria à miocardiopatia isquêmica; bem como (3) arritmia cardíaca controlada com uso de medicação", aponta o diagnóstico.

A defesa de Teixeira informou que o advogado teve alta do hospital, mas ainda se encontra em repouso. "Em função da 'gravidade dos sintomas recentes', o requerente, apesar de ter recebido alta hospitalar, acha-se em observação, em repouso, impossibilitado de ausentar-se de São Paulo. Assim, pela presente, renova-se que o requerente ainda não poderá comparecer para ser interrogado no próximo dia 13, requerendo que o ato seja realizado quando não houver mais risco a sua saúde, comprometendo-se a defesa a manter esse Juízo sempre atualizado", pediu a defesa.
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