Temer reage a relatório da PF e diz que 'facínoras' roubam a verdade

Posicionamento foi feito por meio de nota oficial da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

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postado em 12/09/2017 13:05 / atualizado em 12/09/2017 13:14

Após a divulgação de um relatório da Polícia Federal no qual é apontado como tendo poder de decisão no chamado "quadrilhão do PMDB", o presidente Michel Temer afirmou, por meio de nota da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República, que "facínoras" roubam do país a verdade.
 

O comunicado critica ainda o uso feito das delações premiadas. Segundo o texto, "quando há testemunhos, ignora-se toda a coerência de fatos e das histórias narradas por criminosos renitentes e persistentes". O resultado são reputações "destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas".

Embora não cite a Polícia Federal textualmente, o comunicado do Planalto vem depois de a corporação divulgar relatório citando indícios de que o presidente recebeu R$ 31,5 milhões. A expectativa é que o documento sirva de base para uma nova denúncia apresentada contra Temer por Janot, que, na semana passada, denunciou o tal quadrilhão do PMDB.

Leia a íntegra da nota:


"O Estado Democrático de Direito existe para preservar a integridade do cidadão, para coibir a barbárie da punição sem provas e para evitar toda forma de injustiça. Nas últimas semanas, o Brasil vem assistindo exatamente o contrário.

Garantias individuais estão sendo violentadas, diuturnamente, sem que haja a mínima reação. Chega-se ao ponto de se tentar condenar pessoas sem sequer ouvi-las. Portanto, sem se concluir investigação, sem se apurar a verdade, sem verificar a existência de provas reais. E, quando há testemunhos, ignora-se toda a coerência de fatos e das histórias narradas por criminosos renitentes e persistentes. Facínoras roubam do país a verdade. Bandidos constroem versões “por ouvir dizer” a lhes assegurar a impunidade ou alcançar um perdão, mesmo que parcial, por seus inúmeros crimes. Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas.

Muda-se o passado sob a força de falsos testemunhos. Vazamentos apresentam conclusões que transformam em crimes ações que foram respaldas em lei: o sistema de contribuição empresarial a campanhas políticas era perfeitamente legal, fiscalizado e sob instrumentos de controle da Justiça Eleitoral. Desvios devem ser condenados, mas não se podem criminalizar aquelas ações corretas protegidas pelas garantias constitucionais."

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

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