Irmão de Geddel, Lúcio Vieira Lima desaparece dos corredores da Câmara

A última vez que o deputado marcou presença no plenário da Casa foi no dia 4 de setembro, um dia antes da operação policial que descobriu o "bunker" de Geddel em Salvador

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postado em 12/09/2017 16:27

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), preso no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) desapareceu dos corredores da Câmara. Desde que a Polícia Federal encontrou R$ 51 milhões em um apartamento usado pelo ex-ministro do governo Michel Temer, Lúcio não aparece no Congresso Nacional.

A última vez que o deputado marcou presença no plenário da Casa foi no dia 4 de setembro, um dia antes da operação policial que descobriu o "bunker" de Geddel em Salvador. Lúcio é presidente da comissão especial que discute propostas para reforma política, mas não compareceu à sessão de votação desta tarde. Os trabalhos estão sendo conduzidos por Lázaro Botelho (PP-TO). Até o momento a Secretaria Geral da Mesa Diretora da Câmara (SGM) não recebeu nenhum pedido formal de licença do parlamentar.

A investigação sobre o "tesouro" escondido pelo ex-ministro poderá ser enviada nos próximos dias para análise do Supremo Tribunal Federal (STF) porque a Polícia Federal encontrou indícios de envolvimento do deputado nos crimes sob investigação Congressistas têm foro por prerrogativa de função e só podem ser alvos de inquéritos criminais que tramitem na Corte.

No depoimento prestado à PF, o dono do apartamento em que foram encontradas malas abarrotadas de dinheiro, Silvio Antônio Cabral da Silveira, disse que atendeu ao pedido de Lúcio para emprestar o imóvel em nome da amizade com o parlamentar, embora não conhecesse Geddel. Além disso, no local, foi encontrada uma fatura em nome de Marinalva Teixeira de Jesus, apontada como empregada doméstica do congressista.

Como informou mais cedo o blog de Fausto Macedo, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília, pediu que a Procuradoria da República no Distrito Federal se pronunciasse sobre a necessidade de envio do inquérito ao STF. Se o magistrado decidir enviar o caso ao STF, caberá aos ministros da Corte deliberar se toda a investigação correrá na instância superior ou apenas a parte referente a Lúcio.

O deputado, que sempre costuma atender ligações e responder mensagens de texto, não retornou às chamadas telefônicas da reportagem.
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