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Estado de Minas

Um terço dos membros da CPI da JBS já foi financiado pela empresa

Ao todo, dez dos 23 senadores da bancada peemedebista receberam doação da JBS durante suas campanhas


postado em 13/09/2017 07:58 / atualizado em 13/09/2017 08:16

A reunião desta terça da CPI foi marcada pela polêmica em torno da escolha do deputado Carlos Marun, um dos que receberam doação da JBS, como relator(foto: Lula Marques/AGPT)
A reunião desta terça da CPI foi marcada pela polêmica em torno da escolha do deputado Carlos Marun, um dos que receberam doação da JBS, como relator (foto: Lula Marques/AGPT)
Recém-criada no Congresso, a CPI mista da JBS tem cerca de um terço de seus atuais integrantes financiados pela empresa, líder mundial de processamento de carnes. Ao todo, foram cerca de R$ 4 milhões doados para as campanhas que elegeram 15 parlamentares dos 49 que fazem parte do colegiado.

A comissão, que nesta terça-feira (12/09), teve a sua primeira reunião de trabalho, ainda tem 19 vagas para serem preenchidas. A maior parte é do PMDB do Senado, que deve indicar os nomes apenas nesta quarta-feira (13/09). Ao todo, dez dos 23 senadores da bancada peemedebista receberam doação da JBS durante suas campanhas.

A reunião desta terça da CPI foi marcada pela polêmica em torno da escolha do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) como relator. Integrante da tropa de choque do presidente Michel Temer no Congresso, a indicação foi articulada pelo Planalto, que queria alguém alinhado ao governo no cargo. 

Marun é um dos que receberam da JBS. Ao todo, foram R$ 103 mil doados para a campanha que o elegeu em 2014. Questionado, o deputado disse não ver constrangimento em ser relator de uma CPI que tem como um dos objetivos investigar os termos do acordo de colaboração que a empresa firmou com o Ministério Público Federal. 

A escolha provocou a saída de ao menos dois senadores do colegiado. Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e Otto Alencar (PSD-BA) desistiram de integrar a CPI mista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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