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Estado de Minas

Molon: denúncia mostra que chefe da organização criminosa é presidente

"Temer fez tudo isso para que os crimes dele ficassem ocultos à Justiça e diante da gravidades desses fatos é inaceitável que a Câmara, mais uma vez, impeça a Justiça de julgar Temer pelos crimes que ele cometeu", afirmou.


postado em 14/09/2017 19:50

Um dos principais articuladores da oposição na Câmara, o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) divulgou nota onde defende que a Casa aprove o andamento da nova denúncia contra o presidente Michel Temer.


"É uma denúncia extremamente grave, que mostra que na cadeira da Presidência da República está sentado o chefe de uma organização criminosa que ordenou a compra do silêncio do operador financeiro desta organização criminosa", disse Molon. "Temer fez tudo isso para que os crimes dele ficassem ocultos à Justiça e diante da gravidades desses fatos é inaceitável que a Câmara, mais uma vez, impeça a Justiça de julgar Temer pelos crimes que ele cometeu", emendou.

Outros deputados oposicionistas também se manifestaram à favor de que os deputados, desta vez, autorizem o afastamento de Temer Na primeira denúncia, por corrupção passiva, o presidente da República teve o apoio de 263 deputados para enterrar o pedido da PGR.

"Desta vez será muito difícil Temer escapar. A acusação é forte e as provas são robustas com relação ao envolvimento dele no esquema. Essa história de 'eu não sabia', adotada pelo ex-presidente Lula lá no mensalão, não cola mais. Não é à toa que o petista hoje é réu em cinco processos e apontado como chefe de quadrilha. O mesmo deve acontecer com Temer", avaliou o deputado Rubens Bueno (PPS-PR), membro da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), colegiado responsável pela primeira análise da denúncia na Câmara.

 

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Bueno acredita que a nova denúncia não deve encontrar as mesmas facilidades que os governistas tiveram na análise da primeira ação da PGR no plenário. "Na primeira denúncia ele usou de todos os artifícios, como a liberação desenfreada de emendas, para escapar. Agora a conta de sua base fisiológica deve ser muito maior e tenho minhas dúvidas se ele conseguirá escapar", disse o deputado.

 

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