Marun: reforma da Previdência vai atrasar 20 ou 30 dias com nova denúncia

Vice-líder do governo diz que denúncia é frágil e será derrubada com tranquilidade na Câmara

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postado em 14/09/2017 22:36

Minervino Junior/CB/D.A. Press

 
A nova denúncia do Procurador-Geral da República (PGR), Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer deverá atrasar o início da apreciação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados de 20 a 30 dias, avisou o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) foi ao Palácio do Planalto. Segundo ele, essa nova denúncia “já atrapalhou” o avanço da mudança das regras das aposentadorias.
 
 
“Mais uma vez vamos atrasar 20 ou 30 dias. Vamos lá para o meio de outubro o reinicio da discussão dessa reforma na Câmara. É possível aprovarmos, mas avanço da reforma se coloca diante de mais um obstáculo”, admitiu o vice-líder do governo, acrescentando que, se não fosse a primeira denúncia em maio, a reforma já teria sido aprovada. “Se o objetivo era atrasar a reforma, foram vitoriosos”, disse.
 
Marun disse que Temer recebeu a nova denúncia de corrupção e de formação de quadrilha feita contra ele pela PGR “com tranquilidade”. “É uma denúncia frágil, sem provas, baseada num áudio que não compromete o presidente, e que foi gravado ilicitamente, e no testemunho de um colaborador que não merece crédito até porque está fazendo uma segunda delação”, afirmou ele, dando “nota máxima” ao presidente. “Temos um procurador que de uma maneira insana busca o resultado que de uma forma desrespeitosa à PGR”, frisou.
 
O deputado defendeu a manutenção dos ministros também denunciados por Janot: Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-geral da Presidência), apesar de Temer garantir, no início do ano, que afastaria qualquer ministro que fosse denunciado porque o contexto é outro. “É evidente um espírito de retaliação e um espírito político e até no sentido de melar as reformas que surgiu num áudio e não havia esse espírito naquele momento”, afirmou ele, acrescentando que não se arrepende por ter defendido o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
 
Para Marun, a denúncia da PGR contra Temer não vai conseguir ser acatada na Câmara. “Quem quiser derrubar o presidente precisa conseguir 342 votos. Posso afirmar com a mais absoluta tranquilidade que, mais uma vez, a oposição não vai chegar nem perto desse numero de votos. Não existe o mínimo risco que, baseado em uma denúncia como essa, o presidente venha ser afastado”, completou. “Temos pressa e gostaríamos que ela rapidamente chegasse ao Parlamento para que pudéssemos também o mais rapidamente derrotá-la. Mas temos que considerar os aspectos jurídicos”, afirmou.
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