Kakay se diz preocupado com segurança de Ricardo Saud na Papuda

Segundo o advogado, o executivo está em uma cela com seis pessoas que foram delatadas por ele. Uma delas, inclusive, já o teria jurado de morte

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postado em 15/09/2017 12:07 / atualizado em 15/09/2017 14:41

Minervino Junior/CB/D.A Press

 
O advogado de defesa do empresário Joesley Batista e do executivo Ricardo Saud, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, demonstrou preocupação com a segurança de ambos clientes, especialmente de Saud. Segundo ele, a Polícia Federal determinou que o empresário ficaria em Brasília em uma ala especial no Presídio da Papuda destinado aos delatores. 
 
 
"Embora reconhecendo que ele está no melhor local da Papuda que poderia estar, é bom ressaltar que ele estará com outros seis presos delatados por ele. Inclusive, um deles já o jurou de morte", declarou Kakay.
 
O advogado lembrou que a segurança dos detentos é responsailidade da Polícia Federal e confia no trabalho dela. No caso de Joesley, a PF determinou que ele fosse transferido para São Paulo, cidade onde responde processo por inside trading, do qual é acusado ter negociado ações da empresa supervalorizadas após a delação que o grupo J&F fechou com o Ministério Público Federal. 

Kakay disse ainda que a anulação da delação dos dois empresários ainda não foi homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin. Na próxima quarta-feira, o plenário da Corte vai analisar se a delação permanece válida e se as provas nela contidas poderão ser utilizadas na segunda denúncia apresentada contra o presidente Michel Temer. 
 

Seguro 

 
Por ser um preso provisório, Saud vai ser alocado no Centro de Detenção Provisória (CDP). Por ainda ter um contrato de colaboração com a Justiça em vigor, ele será alocado em uma área conhecida como seguro. Este setor é usado para manter acusados que têm sua integridade física ameaçada, como policiais, estupradores ou pessoas ameaçadas de morte.

A Papuda ainda sofre com uma infecção de pele que acomete milhares de detentos. Ao menos 2,6 mil internos foram contaminados por impetigo e escabiose. Essas doenças, altamente contagiosas, causadas por bactérias e ácaros, causam coceira intensa e feridas na pele. (Colaborou Renato Souza)
 
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