Manifestantes pró e contra Bolsonaro trocam socos e pontapés em BH

Em rápida entrevista antes do início da palestra, onde o deputado quase caiu em função do tumulto que marcou sua chegada

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postado em 15/09/2017 14:23

Jair Amaral/EM/D.A Press
Adversários e apoiadores do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) trocaram chutes e socos na tarde desta sexta-feira (15/09) na porta da Universidade Fumec, em Belo Horizonte, onde ele dava uma palestra. O tumulto aconteceu na saída do deputado. Os adversários gritavam "machistas, fascistas não passarão", quando a briga começou.

A Polícia Militar teve de intervir. Uma estudante de psicologia foi detida  acusada de jogar uma lixeira de plástico em direção à comitiva do parlamentar, mas liberada em seguida, de acordo com a PM. A rua está  interditada e as provocações de ambos os lados continuam. A PM separou os manifestantes e a confusão começou a dispersar. 

Desde o começo do evento o clima era tenso com manifestantes pró e contra Bolsonaro trocando agressões verbais. Do outro lado, um grupo grita palavras de ordem a favor do deputado, que é pré-candidato a presidente da República em 2018.
 
 

O ato de protesto contra o deputado foi chamado pela Associação de Ex-Alunos da Fumec, que não concorda com a postura da instituição de chamar para palestrar o parlamentar conhecido por sua posições conservadoras e defesa da volta do regime militar. Um grupo de apoiadores também se reuniu para apoiá-lo.

Em rápida entrevista antes do início da palestra, onde o deputado quase caiu em função do tumulto que marcou sua chegada, ele rebateu as acusações dos manifestantes de ser uma pessoa intolerante. 

“Qual acusação? Questão LGBT? Eu sou contra a matéria escolar. Não sou contra as pessoas serem felizes a maneira que achar melhor. Que eu sou racista? Eu não sou favorável a cotas. Todos nós somos iguais. Até queria dizer que a minha filha vai ser cotista porque o avô dela é um negão. Sou xenófobo? A Inglaterra, o Reino Unido saiu da União Europeia basicamente por causa da quantidade de refugiados. Nos queremos aqui manter essa lei de imigração sancionada por Temer? Manter nosso país a partir de agora como um país sem fronteira? Eusou contra que você entregue seu subsolo para estatais chinesas. O que é isso aí? Acho que tem que pensar no Brasil. Essa é a minha posição”, disse.
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