Mello diz que foi retirado da CCJ para facilitar arquivamento de denúncia

Assim como na apreciação da primeira denúncia contra Temer na CCJ, Jorginho contou que foi apenas informado da troca pelo líder da bancada José Rocha

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postado em 03/10/2017 14:29

Retirado sumariamente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o deputado Jorginho Mello (PR-SC) disse na manhã desta terça-feira (3/10), que sua saída da função de titular "é o preço do arquivamento" da denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência). 

Assim como na apreciação da primeira denúncia contra Temer na CCJ, Jorginho contou que foi apenas informado da troca pelo líder da bancada José Rocha (PR-BA). "Meu líder me chamou, me comunicou da intenção do partido para facilitar o arquivamento na CCJ", declarou.

O parlamentar avisou que manterá o voto a favor do prosseguimento do processo contra Temer e seus ministros. Para o deputado, não se trata de "cassar por cassar", mas, sim, permitir que ninguém no País fique "acima da lei". "Por que não investigar o presidente da República? O Brasil está andando sozinho, a economia descolou. Vamos em frente", afirmou.

Como revelou o Broadcast Político (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) na semana passada, o Palácio do Planalto havia mapeado os votos contrários aos governos na CCJ entre os partidos da base aliada. Os alvos do Planalto eram Jorginho e Expedito Netto (PSD-RO), este último ainda titular na CCJ. Ambos votaram a favor da primeira denúncia contra Temer por corrupção passiva. A vaga de titular de Jorginho foi repassada ao delegado Edson Moreira (PR-MG). 

Troca-troca


Desde a chegada da nova denúncia contra Temer, a base governista promoveu três mudanças na CCJ com o objetivo de manter maioria contra o andamento do pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Além da saída de Jorginho, o PTB tirou Nelson Marquezelli (SP) da suplência e o pôs na vaga de titular. Marquezelli votou com o governo na primeira denúncia. O Avante colocou Luís Tibé (MG) numa vaga de titular do PP que estava ociosa. Tibé também ajudou a enterrar a denúncia contra Temer no plenário. 

Uma quarta mudança na composição da comissão não trouxe alterações relevantes na contabilidade do governo. O PSDB tirou o deputado João Gualberto (BA) da suplência e o colocou como titular na comissão. Gualberto foi para a vaga de Jutahy Júnior (BA), que ocupa agora a suplência. Como ambos votaram a favor do prosseguimento da primeira denúncia contra Temer, a inversão de papéis não mudou a perspectiva de votos do tucanato no colegiado.
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