Senadores dizem a Ilan que é difícil Previdência avançar perto da eleição

Os senadores Fernando Bezerra (PMDB-PE) e Armando Monteiro (PTB-PE) cobraram de Ilan Goldfajn uma explicação de como o BC agirá diante dessa perspectiva

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postado em 10/10/2017 14:08

Evaristo Sá/AFP
Após o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, citar no "balanço de riscos" à condução da política monetária uma eventual frustração na condução das reformas estruturantes, dois parlamentares o advertiram de que "dificilmente" a reforma da Previdência avançará no período próximo às eleições. Os senadores Fernando Bezerra (PMDB-PE) e Armando Monteiro (PTB-PE) cobraram de Ilan Goldfajn uma explicação de como o BC agirá diante dessa perspectiva. 

O presidente do BC participa nesta terça-feira (10/10), de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e ainda não retomou a palavra para responder aos senadores. 

Bezerra disse que cálculos apontam um "excesso" de US$ 145 bilhões nas reservas internacionais detidas pelo Brasil e que isso poderia ser usado neste momento para aliviar a situação fiscal e "oferecer mais espaço" para a agenda de reformas estruturantes. "Não vamos conseguir avançar nessa reforma da Previdência como gostaríamos em função da eleição", admitiu o peemedebista. 

"Concordo com senador Fernando Bezerra, acho que não vamos conseguir. Com a proximidade do calendário eleitoral e com os problemas que hoje envolvem ambiente político no Brasil, não vamos conseguir de forma mais efetiva avançar na reforma da Previdência", sentenciou Monteiro na sequência. 

"Não havendo reforma da Previdência, talvez tenhamos que aprofundar ajuste fiscal, não poderemos fugir de alguma proposta de ajuste na área fiscal", afirmou o senador petebista. 

Mais cedo, Goldfajn citou no balanço de riscos ao cenário básico de inflação que "uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária". Segundo o presidente do BC, é a permanência do cenário básico que norteia o processo de corte nos juros em curso.
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