Temer se diz vítima e acusa Janot e Joesley de "conspirar" para derrubá-lo

Temer não poupou críticas aos executivos da JBS, ao ex-procurador Marcelo Miller, e a Rodrigo Janot, ex-procurador-Geral da República

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postado em 16/10/2017 13:59

AFP / EVARISTO SA


O presidente da República, Michel Temer, saiu em defesa própria em relação à segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em carta a deputados e senadores, ele alega que há uma “conspiração" para derrubá-lo e se diz “vítima de uma campanha implacável com ataques torpes e mentirosos”.


Temer não poupou críticas aos executivos da JBS, ao ex-procurador Marcelo Miller, e a Rodrigo Janot, ex-procurador-Geral da República. Na carta, o peemedebista chama o empresário e delator Joesley Batista de “delinquente”, alegando que ele é conhecido de “várias delações premiadas não cumpridas para mentir”. 

“Joesley diz que, no momento certo, e de comum acordo com Janot, o depoimento já acertado com Lúcio Funaro ‘fecharia a tampa do caixão’. Tentativa que vemos, agora, em execução”, disse o chefe do Executivo Federal. Temer insinua, ainda, que o áudio da conversa entre os delatores da JBS não teria sido acidental. “Fica claro que o objetivo era derrubar o presidente da República”, criticou.
O áudio, por sinal, foi chamado por Temer de “sujo, imoral, indecente, e capaz de fazer envergonhar aqueles que o ouvem. “Não só pelo vocabulário chulo, mas pelo conteúdo revelador de como se deu toda a trajetória que visava a impedir a prisão daqueles que, hoje, em face desse áudio, presos se encontram”, protestou. 

A gravação, segundo Temer, deixou claro a “participação” de Janot na tentativa de derrubá-lo, por meio de Miller, a quem diz ser “seu mais próximo colaborador”. “Aquele se tornou advogado da JBS enquanto ainda estava na PGR”, acusou. O peemedebista ainda destacou que, em entrevista, o procurador Ângelo Goulart Vilela afirmou que o “único objetivo” de Janot era “derrubar o presidente da República.”
Por mais de uma vez na carta, Temer afirmar ser um mártir, e não faz questão de esconder a revolta. “O que me deixa indignado é ser vítima de gente tão inescrupulosa. Mas estes episódios estão sendo esclarecidos.  verdade que relatei logo no meu segundo pronunciamento, há quase cinco meses, está vindo à tona”, avaliou. 

O peemedebista ainda criticou o noticiário que, segundo ele, “deu publicidade ao que diziam os marginais”. “Deixaram marcas que, a partir de agora, procurarei eliminar”, disse. Temer afirmou que o desabafo é uma explicação para aqueles que o conhecem. “É uma satisfação àqueles que democraticamente convivem comigo”, declarou. 

As “afirmações falsas, denúncias ineptas alicerçadas em fatos construídos artificialmente, e, portanto, não verdadeiros, sustentaram as mentiras, falsidades e inverdades que foram divulgadas”, acusou Temer. “As urdiduras conspiratórias estão sendo expostas. A armação está sendo desmontada”, acrescentou.
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