Irmão de Geddel sobre operação: 'não encontrarão nada de errado'

Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) reapareceu na Câmara nesta quarta-feira (18/10) e se disse tranquilo em relação às investigações

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postado em 18/10/2017 22:11

Dois dias após ser alvo de operação de busca e apreensão da Polícia Federal, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, reapareceu na Câmara nesta quarta-feira (18/10) e se disse tranquilo em relação às investigações. O peemedebista afirmou que os agentes não encontrarão nada de ilícito no material apreendido e negou suposta versão de que os R$ 51 milhões encontrados pela PF em um apartamento em Salvador são oriundos de herança do pai dele.
 

"Quantas buscas e apreensão já tiveram? Só a minha que é arretada? Teve uma busca e apreensão, que é uma medida para investigação, que não quer dizer culpabilidade. Com a busca e apreensão, é mais um elemento para demonstrar a minha inocência. (...) Não vão encontrar nada de errado", afirmou Vieira Lima em rápida entrevista dentro do plenário da Câmara. "Tensão? Tensão quem tem é mulher, tensão menstrual", acrescentou.

Na última segunda-feira, a PF fez busca em quatro endereços ligados a Lúcio e a Job Ribeiro Brandão, secretário parlamentar dele. Entre os locais vasculhados, estavam o gabinete na Câmara e o apartamento do peemedebista em Salvador. A operação foi pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os agentes apreenderam documentos e mídias.

As medidas cautelares, segundo a PGR, são um desdobramento das investigações que apuram a origem e a responsabilidade por R$ 51 milhões apreendidos em Salvador, no dia 5 de setembro. As cautelares foram solicitadas pela PGR após as investigações iniciadas na primeira instância, no âmbito da Operação Cui Bono, terem sido enviadas ao STF. A operação resultou na prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMD).

"O envio do caso ao STF deu-se em consequência de os investigadores terem encontrado indícios de envolvimento do parlamentar, que é irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima no recolhimento e guarda do dinheiro", justificou a Procuradoria. Além das cautelares, a PGR pediu que as investigações relativas à Operação Cui Bono, que apura irregularidades na Caixa Econômica Federal, continuem sob competência da primeira instância. 

Na entrevista nesta quarta-feira, Lúcio não respondeu quando questionado sobre a origem dos R$ 51 milhões em dinheiro vivo encontrados em um apartamento, cujo dono disse ter emprestado ao deputado. Questionado sobre suposta afirmação de que Geddel teria dito que era de herança, ele negou. "Geddel nunca disse isso. Nunca disse isso. Aposto com você", declarou. Segundo ele, a "estratégia de defesa quem vai dizer é o advogado".

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