Desfiliações evitaram "enfrentamento maior", diz presidente do PSB

Quatro deputados e um ministro deixaram o partido para votar a favor de Temer na análise da segunda denúncia; Carlos Siqueira, presidente da sigla, participou do CB.Poder nesta quarta

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postado em 25/10/2017 19:04 / atualizado em 25/10/2017 19:06

Antonio Cunha/CB/D.A Press

 
Enquanto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) aguardava a presença de 342 deputados no plenário da Casa para iniciar a votação sobre a aceitação da denúncia contra Michel Temer nesta quarta-feira (25/10), o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, era entrevistado no programa CB.Poder, uma parceria do Correio com a TV Brasília. 
 

Durante a entrevista, Siqueira falou sobre a desfiliação do ministro Fernando Bezerra Filho e dos deputados Tereza Cristina, Danilo Forte, Fábio Garcia e Adilton Saqueti, que deixaram o partido exatamente para poder votar contra o prosseguimento da segunda denúncia e, consequentemente, a favor de Temer. "Foi uma oportunidade de não haver um enfrentamento maior", disse. 

"Nós estamos com uma reunião do diretório nacional marcada para a próxima sexta-feira, onde seriam julgados os processos disciplinares contra esses deputados. E a recomendação da comissão de ética era pela expulsão", explicou o presidente. Vale lembrar que os, agora, ex-peessebistas votaram pela aprovação da reforma trabalhista e pelo arquivamento da primeira denúncia contra Temer, contrariando as orientações do partido.

No programa, Siqueira também analisou cenários para a eleições de 2018, tanto no âmbito local — o governador Rodrigo Rollemberg é filiado ao PSB —, quanto na esfera federal. O presidente da sigla, que ficou em terceiro na disputa presidencial de 2014 com uma chapa encabeçada por Marina Silva, não descartou que o partido tenha um candidato próprio na corrida pelo Planalto do ano que vem: "Difícil, mas não impossível".

Confira a entrevista completa:

 
  
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