Dividido, PSDB não orienta como bancada deve votar denúncia

Com 46 deputados, partido já estava dividido durante primeira denúncia, em agosto

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Minervino Junior/CB/D.A Press

 
O PSDB, com a terceira maior bancada dentro da Câmara dos Deputados, não definiu uma ação sobre a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer e dois de seus ministros, nesta quarta-feira. O partido, dividido entre o apoio ou não ao presidente, não conseguiu elaborar um consenso sobre como a bancada deve irá votar durante a votação.
 

O líder do partido na casa, Ricardo Trípoli (SP), não se mostrou nem a favor nem contra a aprovação do relatório da CCJ, que pode fazer com que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue Temer. Em seu discurso, Trípoli lembrou apenas que o partido não poderia considerar o relatório, feito pelo deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), como um esforço feito pelo partido. 

"Este é um relatório do PSC", afirmou o deputado, numa tentativa de contornar o fato de que o parecer, contrário à denúncia, foi feito na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara com uma das vagas do PSC. Depois, durante o encaminhamento da bancada, o deputado liberou a bancada do partido, de 46 deputados, para votar como quisessem.

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy (PSDB-BA) foi um dos nove ministros exonerados por Temer para a votação nesta quarta-feira. O tucano disse esperar que o PSDB se divida novamente como na primeira denúncia, quando 22 deputados votaram contra a denúncia e 21 contra, contando com 4 abstenções. Imbassahy disse esperar o fim da denúncia ainda hoje. "É um assunto que tem de ser finalizado. O país não merece isso", afirmou.

O partido, um dos primeiros a apoiar o governo Temer no ano passado, tem enfrentado uma forte divisão dentro da Câmara. Durante a segunda denúncia, a escolha do deputado Bonifácio de Andrada para relatar o caso na CCJ causou uma saia justa ao partido, que chegou a cogitar a desfiliação do mineiro do partido. No fim, a tentativa tucana de destituir Bonifácio da comissão se mostrou inútil, uma vez que o PSC cedeu uma de suas vagas na comissão para que o decano pudesse terminar seu relatório favorável ao presidente. 
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