MTE proíbe uso de 2,5 mil pistolas da Taurus pela PM de Goiás

Nos últimos 4 anos as pistolas deste fabricante causaram 23 acidentes

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postado em 01/11/2017 23:06

A Superintendência Regional do Trabalho em Goiás determinou que 2,5 mil armas fabricadas pela empresa Taurus e que estão sendo usadas pela Polícia Militar de Goiás sejam recolhidas. De acordo com o Ministério do Trabalho, as pistolas apresentaram defeitos durante testes realizados pelos auditores. Nos últimos 4 anos as pistolas deste fabricante causaram 23 acidentes. A ordem de recolhimento se refere ao lote PT 24/7 PRO D.
 
 
Na inspeção, de acordo com o ministério, foram identificados diversos defeitos. A que mais chamou atenção foi o disparo involuntário da arma. Ou seja, dispararam sem que fosse preciso acionar o gatilho. Outro problema se refere a disparos em rajada em modo automático. Estes disparos múltiplos devem ocorrer apenas em modo semiautomático. Foram identificados ainda gatilhos que apresentaram rachaduras e disparos com a arma no coldre (local onde o policial guarda a arma).

A Polícia Militar de Goiás informou que “após vários incidentes e acidentes de tiros registros a partir da aquisição das Pistolas 24/7 Pro D, instaurou vários procedimentos administrativos, a fim de fossem tomadas providências junto a empresa Taurus, para a substituição ou devolução do monetário pago pelo Estado. Não obtendo resposta favorável, a documentação foi encaminhada à Procuradoria Geral do Estado e Exército Brasileiro, para adoção das medidas cabíveis”. A PM destacou ainda que a retirada das pistolas de circulação será detalhadamente planejada para não prejudicar a segurança das cidades.
 
A Taurus, informou em nota que “não foi notificada formalmente dessa decisão do Ministério do Trabalho. Tampouco teve acesso aos seus fundamentos ou aos resultados da suposta auditoria, e que em nenhum momento a delegacia do Ministério do Trabalho lhe abriu a oportunidade de se manifestar”. A empresa completou informando que “é alvo de uma campanha difamatória, movida por interesses comerciais e financeiros” e destacou que “todas as perícias realizadas até hoje dentro das normas aplicáveis comprovam que não há defeito ou falha no projeto ou nos mecanismos de segurança e funcionamento dos produtos da companhia”.

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